Antigo presidente do Júri Nacional de Exames contra generalização da correção digital

O antigo presidente do Júri Nacional de Exames Luís Duque de Almeida lamentou hoje que o ministro da Educação tivesse alargado a correção digital sem fazer um balanço do projeto experimental, no qual foram detetados erros.

Executive Digest com Lusa

O antigo presidente do Júri Nacional de Exames Luís Duque de Almeida lamentou hoje que o ministro da Educação tivesse alargado a correção digital sem fazer um balanço do projeto experimental, no qual foram detetados erros.

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Luís Duque de Almeida, que abandonou o cargo em setembro do ano passado, referia-se à generalização da correção digital aos exames finais nacionais do Ensino Secundário, um processo que está envolto em polémica, com as notas só na sexta-feira a começarem a ser publicadas e mesmo assim com muitos alunos sem acesso à classificação, aparecendo apenas “suspenso” na pauta.


O responsável falava numa entrevista à Rádio Renascença, quando expressou estranheza por o ministro da Educação ter anunciado no ano passado o alargamento da correção digital a todas as provas, depois de ter acontecido nesse ano apenas a correção experimental das provas de Filosofia.


Luís Duque de Almeida presidiu a essa fase experimental mas deixou de ser presidente do júri a 09 de setembro do ano passado.


“Para preservar a minha saúde. Não queria estar nesta situação e sabia que as coisas poderiam ir por este caminho”, até porque gosto de trabalhar com as coisas planeadas, disse agora à Renascença.

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Ao longo da entrevista, insistiu na estranheza de o ministro ter decidido avançar e não ter pedido ao Júri Nacional de Exames qualquer balanço ou informação. E, ao que julga também, não pediu ao instituto EduQa. Luís Duque tinha sido o responsável pela correção digital das provas de Filosofia e nada lhe foi perguntado.


“Éramos da opinião de que não se podia generalizar. Não sei com que informação é que o ministro tomou a decisão”, disse na entrevista, afirmando que existiram “alguns constrangimentos” no caso da Filosofia.


Por ser um processo “muito complexo” não devia ser feito de forma tão rápida, era preciso melhorar e repensar o processo, justificou na entrevista.

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