Bolsas europeias em baixa focadas na Fed, França e resultados empresariais nos EUA

As principais bolsas europeias abriram hoje em baixa, num dia em que a atenção se centra no presidente da Reserva Federal dos EUA (Fed), Jerome Powell, na apresentação do projeto de orçamento em França e nos resultados empresariais nos EUA.

Executive Digest com Lusa
Outubro 14, 2025
9:46

As principais bolsas europeias abriram hoje em baixa, num dia em que a atenção se centra no presidente da Reserva Federal dos EUA (Fed), Jerome Powell, na apresentação do projeto de orçamento em França e nos resultados empresariais nos EUA.

Cerca das 09:25 em Lisboa, o EuroStoxx 600 estava a descer 0,74% para 562,44 pontos.

As bolsas de Londres, Paris e Frankfurt baixavam 0,31%, 0,70% e 1,07%, respetivamente, bem como as de Madrid e Milão, que se desvalorizavam 0,28% e 1,11%.

A bolsa de Lisboa mantinha a tendência da abertura e o principal índice, o PSI, descia 0,09% para 8.219,70 pontos, depois de ter terminado em 09 de outubro num novo máximo desde fevereiro de 2011, de 8.229,95 pontos.

O mercado está pendente nesta sessão da intervenção de Powell devido à nova reunião que a Fed celebra no final do mês, bem como do novo Governo do primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, que apresenta hoje as grandes linhas do seu projeto de orçamento para 2026, além da instabilidade política no Japão e dos resultados dos grandes bancos nos EUA.

Da mesma forma, o Fundo Monetário Internacional (FMI) apresenta hoje a última atualização das perspetivas económicas globais para 2025, depois de, em abril passado, ter cortado a previsão em meio ponto, para 2,8%, devido ao impacto da guerra tarifária desencadeada pelos Estados Unidos.

Além disto, em Espanha, soube-se que 97,2% dos clientes do Banco Sabadell que são acionistas da entidade rejeitaram a oferta pública de aquisição (OPA) do BBVA e os que a aceitaram, 2,8%, representam apenas 1,1% do capital do grupo, segundo informou hoje o banco catalão.

Na Ásia, o principal índice da Bolsa de Tóquio, o Nikkei, caiu 2,58% devido à preocupação dos investidores com a instabilidade política no Japão após a rutura da coligação governante, às novas tarifas e às ameaças comerciais dos Estados Unidos contra a China.

A China imporá hoje uma tarifa portuária aos navios dos Estados Unidos, no mesmo dia em que Washington começará a aplicar taxas às embarcações de propriedade, bandeira ou construção chinesa, numa nova escalada do confronto comercial entre as duas maiores economias do mundo.

Por sua vez, o índice de referência da Bolsa de Xangai caiu hoje 0,62%, o da de Shenzhen perdeu 2,54% e o Hang Seng de Hong Kong perdia 1,74% pouco antes do final da sessão.

Depois de terem terminado em alta na segunda-feira, os futuros da bolsa em Wall Street avançam quedas para o Nasdaq e o Dow Jones que não superam 1%.

O Dow Jones terminou na segunda-feira a subir 1,29% para 46.067,58 pontos, contra 46.758,28 pontos em 03 de outubro, um novo máximo desde que foi criado em 1896.

O Nasdaq, índice de cotadas de alta tecnologia, fechou a avançar 2,21% para 22.694,61 pontos, contra um novo máximo de sempre, de 23.043,38 em 08 de outubro.

O preço do ouro, historicamente considerado um ativo de refúgio em tempos de incerteza, estava hoje a subir e a onça estava a ser negociada a 4.120,17 dólares, um novo máximo de sempre.

Por sua vez, o Brent, o petróleo bruto de referência na Europa, para entrega em dezembro, está a descer para 62,58 dólares, contra 63,32 dólares na segunda-feira.

No mercado de dívida, os juros da obrigação a 10 anos da Alemanha recuavam para 2,595%, contra 2,635%, bem como os de França, para 3,435%, contra 3,468% na segunda-feira e o máximo de 3,600% em 25 de setembro.

O euro baixava para 1,1561 dólares no mercado de câmbios de Frankfurt, contra 1,1576 dólares na segunda-feira e o novo máximo de quatro anos, de 1,1865 dólares, verificado em 16 de setembro.

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