O PSI, principal índice da bolsa portuguesa, encerrou o mês de janeiro nos 8.662,2 pontos, traduzindo um crescimento mensal de 4,8%, acima do desempenho do mercado internacional, que subiu 2,2% no mesmo período.
Comparativamente a janeiro de 2025, o índice apresenta uma variação homóloga de 32,8%, mantendo a tendência de crescimento que marcou o ano passado. A subida de janeiro deste ano supera largamente os resultados registados nos últimos cinco anos para o mesmo mês, que oscilaram entre -2,1% e 2,8%.

De acordo com a Maxyield, este início de ano positivo confirma o adágio do «First Five Days Indicator», que sugere que um mercado em alta nos primeiros cinco dias do ano tende a indicar um mês e um ano com desempenhos positivos. Os especialistas alertam, no entanto, que provérbios de bolsa são meramente indicativos e que rentabilidades passadas não garantem ganhos futuros.
No universo PSI, 11 sociedades encerraram janeiro com valorização e cinco com depreciação. O maior crescimento foi registado pela Galp (+14,35%), seguida da EDP (+10,27%) e da Sonae SGPS (+9,8%). Por outro lado, a Teixeira e Duarte liderou as perdas (-24,21%), seguida da Mota-Engil (-9,94%) e dos CTT (-8,61%).

O PSI iniciou o mês em forte tendência de crescimento, interrompida brevemente na segunda quinzena devido ao anúncio de novas tarifas comerciais pelos EUA a vários países europeus, mas rapidamente recuperou os níveis anteriores. Atualmente, o índice situa-se na faixa de 8.200 a 8.900 pontos, níveis que não eram observados há 16 anos.
Apesar do crescimento consistente, a Maxyield alerta para o aumento do PER (relação entre preço e lucro por ação) das empresas do PSI, que indica uma possível sobreavaliação das cotações e risco de correção. O mercado português apresenta preços elevados, o que tem atraído operações de short selling, sobretudo na Mota-Engil (3,73%), NOS (1,02%), Navigator (1,12%) e Altri (1,77%).
No «2º mercado», composto por small caps e empresas com menor capitalização e free float, o PSI Geral registou um aumento de 5,4% em janeiro. Destacam-se as valorizações de Glint, Impresa, Nova Base, Estoril Sol e Pharol, enquanto empresas com capitalização superior a 100 milhões de euros, como Sonaecom, Toyota Caetano e Média Capital, apresentaram desempenho inferior ao índice.





