Bolsas europeias em alta atentas à escalada de tensão entre EUA e Irão

As principais bolsas europeias estavam hoje em alta, depois das quedas registadas na véspera, em torno de 1%, atentas à escalada de tensão entre os EUA e o Irão sobre o programa nuclear de Teerão.

Executive Digest com Lusa
Fevereiro 20, 2026
10:29

As principais bolsas europeias estavam hoje em alta, depois das quedas registadas na véspera, em torno de 1%, atentas à escalada de tensão entre os EUA e o Irão sobre o programa nuclear de Teerão.

Cerca das 09:55 em Lisboa, o EuroStoxx 600 estava a avançar 0,53% para 628,65 pontos.



As bolsas de Londres, Paris e Frankfurt avançavam 0,57%, 0,71% e 0,29%, enquanto as de Madrid e Milão se valorizavam 0,58% e 0,95%.

Em contraciclo, a bolsa de Lisboa mantinha a tendência da abertura e negociava em terreno negativo, com o principal índice, o PSI, a baixar 0,36% para 9.062,13 pontos, depois de ter terminado em 18 de fevereiro num novo máximo desde junho de 2008, de 9.142,99 pontos.

Os mercados europeus registaram quedas na quinta-feira, que no caso de alguns, como o de Milão, foram de mais de 1% devido ao conflito entre os EUA e o Irão, sobre o qual o Presidente dos EUA, Donald Trump, chegou a dizer que poderia tomar uma decisão sobre um possível ataque nos “próximos dez dias” se ambos os países não chegarem a um acordo sobre o programa nuclear de Teerão.

Os futuros da bolsa de Wall Street avançam subidas de 0,26% para o Nasdaq e de 0,15% para o Dow Jones de Industriais, depois de na quinta-feira terem fechado com recuos de 0,31% e de 0,54%, respetivamente.

Hoje, o Departamento de Comércio dos EUA divulgará, juntamente com os dados de rendimentos e despesas pessoais, a leitura de dezembro do índice de preços do consumo pessoal, o PCE (Personal Consumption Expenditures Price Index), a variável de preços utilizada pela Reserva Federal dos EUA (Fed) para realizar as suas projeções e desenhar a sua política monetária.

Espera-se que o crescimento homólogo do PCE geral tenha permanecido estável em dezembro em 2,8% e que o do seu núcleo tenha recuperado e voltado a situar-se acima de 3%.

Na Ásia, o índice Nikkei de Tóquio fechou com uma queda de 1,07%, enquanto o Hang Seng de Hong Kong, que hoje voltou a operar depois de permanecer alguns dias fechado pelas festividades do Ano Novo Lunar, cai 0,99% pouco antes do final da sessão.

O ouro e a prata estão em alta, a subirem respetivamente 0,61% e 1,40%.

O preço da onça de ouro, historicamente considerado um ativo de refúgio em tempos de incerteza, estava hoje a avançar, com a onça a ser negociada a 5.032,85 dólares, depois de ter terminado num novo máximo de sempre, de 5.335,09 dólares, em 29 de janeiro.

A onça da prata também estava a valorizar-se para 80,6985 dólares, depois de ter subido até ao máximo de sempre de 117,1580 dólares em 26 de janeiro.

No mercado de matérias-primas, o petróleo Brent, de referência na Europa, para entrega em abril, recuava 0,03% para 71,60 dólares, enquanto o West Texas Intermediate (WIT), de referência nos EUA, baixava 0,06% para 66,37 dólares.

No mercado de dívida, os juros da obrigação a 10 anos da Alemanha recuavam para 2,738%, contra 2,742% na quinta-feira.

A bitcoin, depois da queda de 12% para 63.400 dólares em 05 de fevereiro, subia 1,41% para 67.839,50 dólares.

O euro descia para 1,1767 dólares no mercado de câmbios de Frankfurt, contra 1,1773 dólares na quinta-feira e 1,1980 dólares em 27 de janeiro, um novo máximo desde junho de 2021.

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