A Boeing Co. está a perder alguns dos seus engenheiros mais experientes para empresas em ascensão como é o caso da SpaceX e Amazon.
A informação avançada pela Bloomberg revela que este “êxodo” poderá ter um grande impacto na tentativa de recuperação na corrida no setor, principalmente “após dois acidentes dos seus 737 Max e da redução significativa das viagens comerciais como efeito da pandemia de Covid-19”.
São mais de 3200 os engenheiros e técnicos que deixaram o centro de fabricação de aviões da empresa em Seattle desde o início de 2020.
Uma análise dos dados do LinkedIn feita pela mesma fonte revela que cerca de 1100 ex-colaboradores da Boeing trabalham agora para a gigante do comércio eletrónico Amazon, e pelo menos 200 ex-funcionários da empresa estão no empreendimento espacial de Elon Musk. Além destes, outros embarcaram nos desafios de empresas como a Microsoft Corp., Northrop Grumman Corp. e Lockheed Martin Corp.
A multinacional norte-americana pretende cortar 23.000 funcionários, desde a sua estrutura diretiva até ao chão de fábrica, através de demissões, aquisições e negociações de reforma que lançaram já no ano passado, uma vez que a acumularam perdas financeiras nunca antes registadas.
Na última década, os executivos da Boeing investiram mais de 40 mil milhões em recompras de ações em Wall Street. A estratégia fez com que a Boeing obtivesse o melhor desempenho no Dow Jones Industrial Average por um determinado período, mas deixou o fabricante mal preparado para tempos mais difíceis e novas ameaças competitivas.
Por forma a tentar diminuir a lacuna com os seus rivais em ascensão, a Boeing Co. irá colocar a sua reputação de engenharia em risco novamente nesta semana, quando a sua nave espacial Starliner descolar da Flórida com uma carga de abastecimentos para a Estação Espacial Internacional.
Esta missão é uma reformulação de uma viagem executada em 2019 que quase terminou em calamidade, e um ensaio geral para o primeiro voo em cápsula da Boeing com astronautas, ainda este ano. Se bem-sucedido, diminuiria a lacuna com os seus concorrentes nesta áres específica e “responderia aos mais recentes feitos espaciais dos bilionários fundadores da Blue Origin e da Virgin Galactic”.




