A Bitcoin passou de 1 dólar em abril de 2011 para 29,6 dólares em junho desse ano: um aumento de 3.000% em apenas dois meses, de acordo com as contas da Bloomberg. Em outubro de 2013, o ativo virtual valia 123 dólares, em novembro do mesmo ano a “criptoqueen” chegou aos 1.137 dólares.
No entanto, foi em 2017 que a Bitcoin fez furor, passando de 975,70 dólares em março para os 19.041 dólares em dezembro, um crescimento de 1.852%. No dia 14 de abril de 2021, a ciptomoeda mais cotada do mercado bateu um novo recorde, ao chegar aos 64.000. Atualmente, esta moeda digital está a ser negociada no patamar dos 47.500 dólares.
Foi com base nesta “montanha russa” que a empresa australiana T3Index criou os índices BitVol e EthVol, para investir na volatilidade do bitcoin e do Ethereum, outra das criptomoedas mais usadas. Ambos os indicadores são atualizados a cada 15 segundos, sendo o seu design muito semelhante ao do Vix (índice da Bolsa de Chicago que mede a volatilidade do mercado, ligado ao comportamento do S&P 500), “embora não idêntico”, como explica a plataforma em comunicado.
Uma análise geral sobre i índice BitVol, que começa a contar a partir de 8 de janeiro de 2019, revela que esta tem uma volatilidade quatro vezes mais (quase 300%) do que a variação mínima das das empresas cotadas no Vix.
No outro extremo, o nível recorde de volatilidade, também há diferenças. A BitVol atingiu 190,28 pontos em março de 2020. Durante o mesmo período o Vix quebrou o recorde de 82,69 pontos. No entanto, a volatilidade da BitVol foi 130% maior que a do índice vinculado ao S&P 500.
Agora, a BitVol está a ser negociada nos 91,6 pontos, em comparação com 21,7 pontos do Vix.




