O Banco Central Europeu (BCE) revogou a autorização do Banco Empresas Montepio (BEM), subsidiária do Banco Montepio que estava a ser vendida desde 2023 à Rauva, segundo um comunicado hoje divulgado.
No documento, enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o Banco Montepio assinala que a decisão do BCE teve em consideração a ausência “de indícios suficientes de que a prevista alienação do capital social do BEM, comunicada ao mercado em 08 de setembro de 2023, possa ser concluída no prazo contratualmente previsto para o efeito.
O BEM foi criado em 2019 e, entretanto, foi integrado na casa-mãe. A atividade (ativos e passivos) e os trabalhadores foram integrados na casa-mãe ainda em 2023, pelo que a compra pela Rauva incidia sobre ações e, logo, a licença bancária.
A venda, que incluía a licença agora revogada pelo regulador europeu, seria realizada por um preço entre 30 e 35 milhões de euros.
No comunicado hoje divulgado, a instituição liderada por José Azevedo Pereira refere que a decisão do BCE se circunscreve a esta subsidiária, “não produzindo qualquer efeito sobre a autorização, a atividade, os produtos, os serviços ou os clientes” do Banco Montepio.














