Nesse sentido, ficaremos a conhecer o que Miguel Farinha, CEO da EY Portugal, antecipa para um ano que exige, com responsabilidade, decisão, execução, equilíbrios delicados, optimismo e esperança (com cheiro a pólvora) e ambição colectiva.
- Quais os maiores desafios e alterações que o seu sector e empresa, em particular, pode enfrentar em 2026?
- Que impacto terá o actual quadro geopolítico no seu sector?
- Alguma oportunidade que a sua empresa/ sector não pode perder em 2026?
- Uma palavra que possa definir 2026.
Em 2026, o setor de serviços profissionais vive uma das maiores transformações das últimas décadas. A velocidade da mudança tecnológica, a pressão regulatória e a complexidade dos mercados obrigam as organizações a rever modelos de operação, competências e propostas de valor. Para a EY, o desafio não é apenas acompanhar esta evolução, mas liderá-la de forma responsável, garantindo que a inovação – sobretudo em inteligência artificial generativa, automação inteligente e análise avançada de dados – se traduz em confiança, produtividade e impacto tangível para os clientes.
Num contexto global de crescimento contido, com diferenças marcantes entre regiões e desafios geoestratégicos exigentes, as empresas terão de equilibrar investimentos em tecnologia com disciplina financeira. Neste cenário, a adoção de GenAI e outras tecnologias emergentes surge como alavanca estratégica: não só otimiza processos, mas também cria oportunidades para crescimento sustentado por ganhos de produtividade.
A integração tecnológica implica mudanças profundas na forma como avaliamos riscos, executamos projetos e desenvolvemos talento. Atrair e reter profissionais com competências híbridas – pensamento crítico, capacidades digitais e conhecimento setorial – será essencial. Ao mesmo tempo, é imperativo garantir que a transformação decorre num quadro ético robusto, com foco em proteção de dados, transparência algorítmica e responsabilidade sobre os outputs gerados.
O quadro geopolítico reforça estes desafios. Tensões comerciais, instabilidade regulatória e volatilidade energética aumentam a procura por parceiros que ajudem a interpretar riscos globais e a reforçar resiliência operacional. A pressão sobre cadeias de abastecimento e a crescente exposição a ciberataques tornam a cibersegurança e a gestão integrada de riscos elementos centrais da proposta de valor.
Mas 2026 é também um ano de oportunidades. A transição para modelos de negócio sustentáveis, impulsionada por exigências regulatórias e pelas expectativas de investidores e consumidores, abre espaço para apoiar clientes em transformações estruturais. A aceleração da transição energética, a incorporação de métricas ESG e a relevância da economia circular são fatores críticos para competitividade. Paralelamente, a digitalização e a requalificação das equipas reforçam o papel das empresas de serviços profissionais como catalisadoras de mudança.
Para a EY, 2026 será um ano de consolidação da estratégia All In: investir em tecnologia que amplifique o impacto humano, desenvolver talento preparado para um mundo digital e apoiar empresas e instituições públicas na construção de modelos mais ágeis, sustentáveis e resilientes. Num contexto global desafiante, a capacidade de antecipar tendências, mobilizar conhecimento especializado e promover confiança será determinante para criar valor – não apenas para os clientes, mas também para as comunidades e mercados onde operamos.
Se tivesse de escolher uma palavra para definir 2026, seria TRANSFORMAÇÃO: tecnológica, regulatória e humana.














