As perspectivas dos líderes para 2026: Miguel Farinha, CEO da EY Portugal

As perspectivas de Miguel Farinha, CEO da EY Portugal.

Executive Digest
Fevereiro 26, 2026
11:06
2026. Acima de tudo, transformação, num ano desafiante, mar­cado por imprevisibilidade e rápidas mudanças no cenário global e que exige dinamismo de todos. Neste ambiente, a confiança será uma ferramenta decisiva para permitir o progresso e a evolução de Portugal. Para compreender os principais desafios e metas que Portugal enfrentará nos próximos meses, a Executive Digest ouviu vários líderes de empresas e instituições nacionais.

Nesse sentido, ficaremos a conhecer o que Miguel Farinha, CEO da EY Portugal, antecipa para um ano que exige, com responsabilidadedecisãoexecuçãoequilíbrios delicados, optimismo esperança (com cheiro a pólvora) ambição colectiva.

 



  1. Quais os maiores desafios e alterações que o seu sector e empresa, em particular, pode enfrentar em 2026?
  2. Que impacto terá o actual quadro geopolítico no seu sector?
  3. Alguma oportunidade que a sua empresa/ sector não pode perder em 2026?
  4. Uma palavra que possa definir 2026.

 

Em 2026, o setor de serviços profissionais vive uma das maiores transformações das últimas décadas. A velocidade da mudança tecnológica, a pressão regulatória e a complexi­dade dos mercados obrigam as organizações a rever modelos de operação, competências e propostas de valor. Para a EY, o desafio não é apenas acompanhar esta evolução, mas liderá-la de forma responsável, garantindo que a inovação – sobretudo em inteligência artificial generativa, automação inteligente e análise avançada de dados – se traduz em confiança, pro­dutividade e impacto tangível para os clientes.

Num contexto global de crescimento contido, com diferenças marcantes entre regiões e desafios geoestratégicos exigentes, as empresas terão de equilibrar investimentos em tecnologia com disciplina financeira. Neste cenário, a adoção de GenAI e outras tecnologias emergentes surge como alavanca estratégica: não só otimiza processos, mas também cria oportunidades para crescimento sustentado por ganhos de produtividade.

A integração tecnológica implica mudanças profundas na forma como avaliamos riscos, executamos projetos e desen­volvemos talento. Atrair e reter profissionais com compe­tências híbridas – pensamento crítico, capacidades digitais e conhecimento setorial – será essencial. Ao mesmo tempo, é imperativo garantir que a transformação decorre num quadro ético robusto, com foco em proteção de dados, transparência algorítmica e responsabilidade sobre os outputs gerados.

O quadro geopolítico reforça estes desafios. Tensões co­merciais, instabilidade regulatória e volatilidade energética aumentam a procura por parceiros que ajudem a interpretar riscos globais e a reforçar resiliência operacional. A pressão sobre cadeias de abastecimento e a crescente exposição a ciberataques tornam a cibersegurança e a gestão integrada de riscos elementos centrais da proposta de valor.

Mas 2026 é também um ano de oportunidades. A transi­ção para modelos de negócio sustentáveis, impulsionada por exigências regulatórias e pelas expectativas de investidores e consumidores, abre espaço para apoiar clientes em trans­formações estruturais. A aceleração da transição energética, a incorporação de métricas ESG e a relevância da economia circular são fatores críticos para competitividade. Paralela­mente, a digitalização e a requalificação das equipas reforçam o papel das empresas de serviços profissionais como catali­sadoras de mudança.

Para a EY, 2026 será um ano de consolidação da estratégia All In: investir em tecnologia que amplifique o impacto hu­mano, desenvolver talento preparado para um mundo digital e apoiar empresas e instituições públicas na construção de modelos mais ágeis, sustentáveis e resilientes. Num contexto global desafiante, a capacidade de antecipar tendências, mo­bilizar conhecimento especializado e promover confiança será determinante para criar valor – não apenas para os clientes, mas também para as comunidades e mercados onde operamos.

Se tivesse de escolher uma palavra para definir 2026, seria TRANSFORMAÇÃO: tecnológica, regulatória e humana.

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