À semelhança dos Estados Unidos, a Argentina anunciou que pretende abandonar a Organização Mundial da Saúde (OMS), destacou esta quarta-feira Manuel Adorni, porta-voz presidencial.
Segundo o porta-voz, o presidente argentino, Javier Milei, instruiu o ministro dos Negócios Estrangeiros, Gerardo Werthein, a retirar a participação da Argentina na OMS por conta de “diferenças sobre a gestão sanitária” principalmente durante a pandemia da Covid-19. Adorni disse que a organização e o ex-presidente, Alberto Fernández, levou o país “ao maior confinamento da história da humanidade e à falta de independência da influência política de alguns Estados”, salientou, acrescentando que a Argentina não vai permitir que uma organização internacional intervenha na soberania do país e muito menos na saúde.
Adorni também afirmou que o Governo não recebe financiamento da OMS para a gestão nacional da saúde e, portanto, a medida não representa uma perda de fundos para o país nem afeta a qualidade dos serviços. “Pelo contrário, dá ao país maior flexibilidade para implementar políticas adaptadas ao contexto e aos interesses exigidos pela Argentina, bem como maior disponibilidade de recursos, reafirmando o nosso caminho em direção a um país com soberania também em questões de saúde”, concluiu.
A decisão da Argentina segue-se à intenção de Donald Trump de retirar os EUA da OMS: os Estados Unidos são de longe o maior financiador da OMS, contribuindo com cerca de 18% do seu financiamento geral. O orçamento de dois anos mais recente da OMS, para 2024-2025, foi de 6,8 mil milhões de dólares.




