A Apple deverá apresentar esta quinta-feira o novo iPhone 17e, um modelo que surge como a mais recente aposta da empresa no segmento intermédio do mercado. De acordo com uma fuga de informação divulgada na passada sexta-feira, o equipamento deverá chegar às lojas com um preço inicial de 599 dólares, num lançamento que foge ao calendário habitual da marca e que tem levantado dúvidas sobre a estratégia adotada.
Descrito como um dos segredos menos bem guardados de Cupertino, já que foi alvo de várias fugas de informação, o iPhone 17e posiciona-se como uma opções mais económicas da Apple. Ainda assim, as especificações conhecidas até ao momento sugerem uma abordagem conservadora, num contexto de forte concorrência por parte de fabricantes Android.
O novo modelo deverá contar com um ecrã de 6,1 polegadas com Dynamic Island, aproximando-se visualmente dos restantes iPhones mais recentes. No entanto, a taxa de atualização do painel deverá manter-se nos 60 Hz, uma escolha que tem sido alvo de críticas, tendo em conta que, em 2026, vários smartphones de gama média já oferecem ecrãs de 120 Hz a preços inferiores.
No interior, o iPhone 17e deverá ser equipado com o processador A19, mas na sua versão base, e não na variante Pro. Apesar de continuar a oferecer um desempenho elevado face à maioria dos concorrentes, esta decisão segue a estratégia habitual da Apple de utilizar tecnologia do ano anterior em modelos intermédios, mantendo as versões mais avançadas reservadas para os equipamentos premium.
A área da fotografia é outro dos pontos que tem gerado discussão. Segundo a informação divulgada, o iPhone 17e contará apenas com uma câmara traseira de 48 megapíxeis, identificada como Fusion. Não há referência à inclusão de uma lente ultra grande angular ou teleobjetiva, o que representa um recuo face ao iPhone 16, que oferecia um sistema de dupla câmara a um preço semelhante. A Apple deverá apostar fortemente em processamento computacional para compensar a limitação de hardware.
Uma das maiores novidades técnicas do iPhone 17e poderá estar na conectividade. O modelo deverá marcar a primeira utilização em larga escala de um modem celular desenvolvido internamente pela Apple, o chamado C1X, sinalizando um afastamento progressivo da dependência da Qualcomm. Trata-se de uma aposta estratégica relevante, mas também arriscada, uma vez que eventuais problemas de conectividade poderão ter impacto direto na experiência do utilizador.
O equipamento deverá manter a compatibilidade com carregamento MagSafe e chegar ao mercado em preto, branco e roxo, sendo esta última cor frequentemente associada aos modelos de posicionamento mais acessível da marca.
A escolha de fevereiro para o lançamento é considerada pouco habitual para a Apple, que tradicionalmente reserva novos iPhones para o outono. Este calendário poderá indicar um lançamento mais discreto ou uma resposta direta à pressão crescente da concorrência no segmento intermédio.
Com um preço de 599 dólares, o iPhone 17e entra numa faixa de mercado particularmente competitiva, onde deverá enfrentar tanto modelos Android com especificações mais agressivas como versões anteriores do iPhone que, previsivelmente, sofrerão reduções de preço. A Apple parece apostar novamente na força do seu ecossistema, na fidelidade dos utilizadores e na integração entre hardware e software para justificar algumas escolhas técnicas mais conservadoras.







