O presidente da Associação Nacional de Agentes e Corretores de Seguros (APROSE), Nuno Martins, defendeu hoje no parlamento a criação de um fundo de catástrofes naturais, com a participação do Estado e das empresas de seguros.
Numa audição requerida pelo Chega e pelo PS sobre os efeitos das intempéries, o representante dos corretores de seguros considerou que “o Estado tem um papel muito importante” na prevenção de catástrofes, atuando ao nível da conceção e do tipo de construção.
Adiantou, no entanto, que os acontecimentos recentes são uma “oportunidade enorme” para finalmente se avançar com a criação de um fundo de catástrofes naturais, uma ideia já debatida entre anteriores governos e empresas de seguros.
“As seguradoras não vão fazer coisas se o Estado não ajudar. O regulador dos seguros também vai precisar da ajuda do Estado”, disse Nuno Martins, reforçando que esta é a altura “de dedicar tempo a construir alguma coisa”.
Nuno Martins admitiu também a necessidade de alterar os capitais dos seguros multirrisco, estimando que o valor de reconstrução que as seguradoras pagarão, em caso de sinistro, venha a aumentar para 1.500 ou 2.000 euros por metro quadrado.











