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Ao ritmo do rock n’roll

Esta parceria traduz-se em projectos concretos que resultam de um fluxo de investimentos iniciado há 20 anos que, em termos acumulados, se encontra muito próximo dos $6 mil milhões. A Galp e os seu parceiros, Petrobras e Shell, têm neste momento dez unidades flutuantes de produção ao largo do Rio de Janeiro, na chamada região do pré-sal da Bacia de Santos, das quais nove em operação. Desde que, há uma década, se iniciou a produção comercial de petróleo no principal campo petrolífero do Brasil – o campo Lula/ Iracema, em que a Galp detém actualmente uma posição de 9,2%/10% respectivamente – a produção de petróleo e gás natural da Galp no país, iniciada há uma década, ultrapassou no ano passado o marco dos 100 milhões de barris. Rock n’ Roll poderia bem ser o mote inspirador da relação da Galp com o Brasil, literalmente ancorada na rocha e com taxas de crescimento a rolar de forma acelerada.

A empresa assume-se hoje como um dos produtores com maior experiência no desenvolvimento de projectos petrolíferos em águas ultraprofundas e em particular nas regiões do pré-sal. O mercado brasileiro é o principal eixo estratégico de crescimento da Galp.

Igualmente relevante é o papel do Brasil na transformação do perfil da Galp em termos globais. Em poucos anos, a Galp reinventou-se: de uma empresa doméstica de refinação e distribuição, tornou-se na empresa integrada de Oil & Gas focada na produção com maior crescimento do mundo.

O Brasil representa 94% da produção de óleo e gás da Galp, correspondendo os restantes 6% à produção Angolana. A empresa fechou o ano passado com um resultado líquido de 707 milhões de euros, mais 23% do que em 2017. Graças aos projectos em curso no Brasil, a Galp cresce a um ritmo acelerado, ultrapassando todos os anos marcos históricos relevantes.

A presença da Galp no Brasil remonta há duas décadas, reflectindo uma perspectiva de longo prazo inserida na estratégia definida pelo Grupo para a área de upstream: garantir a sustentabilidade do portefólio de exploração e produção da Galp, que deverá ser competitivo e rentável nos
variados cenários de preços expectáveis de petróleo, incorporando a avaliação da pegada carbónica da sua actividade.

Nesse sentido, a estratégia actual no Brasil está assente na identificação de novas oportunidades em geografias onde exista uma vantagem competitiva ou um ângulo estratégico, nomeadamente pela aquisição de recursos descobertos ou projectos de exploração, de modo a manter a competitividade da produção futura e assegurar uma exposição equilibrada ao gás. As principais prioridades da Galp continuarão a ser a execução disciplinada dos projectos existentes e o aumento da extracção de valor dos mesmos.

A Galp dispõe ainda de posições importantes noutros projectos offshore na prolífica bacia de Santos, que detém, no seu conjunto, a maior acumulação conhecida de petróleo e gás natural em águas ultraprofundas. São os casos da área do Grande Carcará (BM-S-8 e Carcará Norte), da área de Iara, das descobertas de Berbigão, Sururu e Atapu, no campo de Sépia (BM-S-24) e no prospeto Uirapuru. Está ainda presente nas bacias de Campos, Potiguar, Pernambuco-Paraíba e na bacia de Barreirinhas.

Apesar das crescentes preocupações com as questões da transição energética, o Brasil foi e será sempre uma região-chave para a transição sustentada para os novos paradigmas do sector energético global, dada a qualidade dos seus recursos e do desenvolvimento previsto pela indústria na região. Nesse cenário, a Galp pretende potenciar a sua posição no país, um dos pilares do seu desenvolvimento estratégico.

A posição da Galp – enquanto protagonista com experiência de longa data no desenvolvimento do pré-sal –, é um activo que tem sido alavancado para sublinhar o seu excepcional portefólio, assim como as suas capacidades e vantagens competitivas no mercado. O compromisso de longo prazo com o Brasil, a relação especial com a brasileira Petrobras e com outros protagonistas-chave da indústria no Brasil e a nível mundial – como Sinopec, a Shell-BG, a Equinor, a ExxonMobil e a Total –, aliadas ao facto de a Galp ser o terceiro maior produtor de petróleo e gás do país, são alguns dos factores que distinguem a Galp como um player incontornável.

Este perfil não resultou do acaso. No início do século, o pré-sal era um território desconhecido, um sonho que poucos se aventuravam a perseguir. Nessa época, a Galp foi um dos primeiros a acreditar no potencial petrolífero do Brasil, ajudando, desde o primeiro dia, a tornar este sonho em realidade através do compromisso, das parcerias e das competências.

Feita essa aposta estratégica, o grande desafio seguinte foi manter a capacidade de resiliência. Foi essa resiliência que permitiu que a Galp olhasse para novas áreas com outro poder de fogo e sem a pressão de entrar em novos projetos a todo o custo, uma vez que mantém ainda muitos projectos para desenvolver nos próximos anos.

É nessa posição que a Galp olha para os leilões que se avizinham para novas áreas de concessão: sempre atenta, disponível para celebrar parcerias agregadoras de competências e pronta a entrar em qualquer projecto promissor que contribua para a criação de valor sustentável.

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