Amianto. «Lixo» com origem do estrangeiro mais do que triplicou

Em 2018 apenas Grécia e Malta eram responsáveis pelo envio dos resíduos, agora juntam-se outros dois países.

Revista de Imprensa

São já quatro os países que enviam «lixo» com resíduos de amianto (uma substância cancerígena) para Portugal, com o objetivo de serem depositados em aterro, segundo a ‘TSF’, que adianta que a quantidade enviada quase triplicou, vinda da Grécia, Malta, Nigéria e Omã.

De acordo com a mesma publicação, que cita dados da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), o lixo enviado para Portugal é resultado das obras de construção e demolição dos países mencionados. Em 2018 apenas Grécia e Malta eram responsáveis pelo envio dos resíduos, agora juntam-se os outros dois.



Em 2019 registou-se um total de 1.684 toneladas deste tipo de «lixo» com origem do estrangeiro, um aumento substancial face às 496 toneladas verificadas no ano anterior. 99% dos resíduos em questão foram para aterros de resíduos não perigosos e apenas 1% ou menos foi depositado em aterros de matérias perigosas.

Para a coordenadora do Centro de Informação de Resíduos da Quercus e do projeto SOS Amianto, Carmen Lima, citada pela ‘TSF, a situação poderia ser ainda mais grave se o Governo não tivesse proibido a importação de resíduos para eliminação em aterro até dezembro de 2020.

A responsável considera que Portugal está nesta situação, devido às «ofertas baratas para quem pretende depositar resíduos em aterros», quando comparadas com outros países. «Isso verifica-se bem pois estamos a receber resíduos de destinos longínquos», acrescenta citada pela mesma publicação.

«Nós importámos 1.684 toneladas de resíduos com amianto porque os outros países não têm resposta para esses resíduos e têm de exportar para países financeiramente mais baratos», afirma Carmen Lima, receando que este cenário obrigue Portugal a exportar lixo para o estrageiro.

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