Uma equipa de astrónomos do Instituto Max Planck registou medições químicas estelares que sugerem que o cálculo que mede a expansão do universo pode estar errado. Na prática, o universo pode não ter a idade que se julgava.
Os especialistas descobriram que as estrelas utilizadas para medir a forma como o universo cresce – as supernova tipo Ia – têm propriedades diferentes do que se julgava até aqui. A quantidade de manganês e ferro é constante, ou seja, não aumenta ao longo do tempo. Isso sugere que existem outras formas de essas supernovas aconteceram e que, para já, são desconhecidas.
Até aqui, os astrónomos julgavam que à medida que o universo envelhecia, a quantidade de manganês aumentava, mas, afinal, há uma constante entre a quantidade de manganês e de ferro, tanto dentro da Via Láctea como noutras galáxias. A confirmar-se, a constante de Hubble (a taxa de expansão do universo na equação da Lei de Hubble, que serve para calcular distâncias no universo), que parte do princípio que o brilho de todas as explosões é constante, pode estar errada. Isto significa que a forma como calculamos a idade do universo e o papel da matéria negra para a expansão do espaço podem não correctos.














