O impasse parece estar longe do fim. Depois de estar encalhado durante uma semana e de ter sido entretanto libertado, afinal o Ever Given está proibido de deixar o Canal do Suez até que os seus proprietários paguem até mil milhões de euros como compensação pelos danos causados.
“A embarcação permanecerá aqui até que as investigações estejam concluídas e a indemnização seja paga”, disse o Tenente-General Osama Rabie, que chefia a Autoridade do Canal de Suez, a um canal de notícias local, segundo o The Wall Street Journal. “Esperamos um acordo rápido”, disse, acrescentando que “no momento em que concordarem com a compensação, o navio poder-se-á mover”.
A indemnização deverá cobrir as despesas com equipamento e maquinaria usados para limpar o canal e próprios danos causados, além de servir para compensar cerca de 800 pessoas que trabalharam para libertar o navio de 200.000 toneladas, explicou o Tenente-General. O valor inclui ainda o reembolso sobre os custos do bloqueio do canal, que acabou por causar um congestionamento histórico de mais de 400 navios de cada lado do canal.
Por clarificar está quem vai pagar por esta exigência do Egipto. É que Shoei Kisen Kaisha Ltd., o proprietário japonês do Ever Given, disse ao The Journal que não recebeu qualquer tipo de notificação por parte das autoridades egípcias. Segundo a Bloomberg, Eric Hsieh, presidente da Evergreen Marine Corporation, que detém o navio, disse que a empresa estava inclusivamente “livre de responsabilidade por atrasos de carga”, porque estaria “coberta pelo seguro”.
Na entrevista, e de acordo com a CNBC, Osama Rabie acrescentou ainda que preferia resolver a questão da indemnização fora do tribunal, embora não tenha descartado uma ação judicial.
O navio, a respetiva carga e tripulação, deverão agora permanecer ancorados até que a investigação termine ou a indemnização seja paga.




