À luz das novas medidas trazidas pelo Programa de Estabilização Económica e Social, apresentado esta semana pelo Governo, só quem ganha o salário mínimo nacional (635 euros) será poupado a cortes nos salários, ainda que perca rendimento por via do corte no subsídio de refeição, noticia o ‘Público’ , que fez as contas com os sindicatos e concluiu que, com base nas remunerações brutas, os trabalhadores poderão perder entre dois e três salários em 2020.
As referidas contas assentam em quatro cenários alternativos onde estão incluídos salários-base brutos de 1000 euros a 4000 euros, por incrementos de 500 euros, sem subsídios de férias e de Natal, assumindo que estes serão pagos a 100%. “Caso contrário, se estes forem cortados, as perdas serão maiores”, reforça o ‘Público’.
E assume também que o contrato foi suspenso entre abril e 31 de julho. Mas nem todas as empresas estarão quatro meses em layoff. Considerando, no entanto, que muitas teriam ou terão contratos suspensos por quatro meses, esses trabalhadores perderão de imediato 33% do salário em cada mês. Perdendo logo rendimento equivalente a 1,3 salários-base.
O ‘Público’ avança ainda as perdas dos cinco meses seguintes, divididos em dois ciclos, que se distinguem pelos limites de redução de horário. Os cortes podem ser de 17% ou 23% por mês, consoante a quebra da facturação da empresa, no primeiro ciclo. E podem ser de 8% ou 12% no último trimestre do ano.
O ‘Público’ apurou assim que aplicadas as percentagens de redução mensal, um salário base de 1000 euros brutos perderá, no cenário menos gravoso, 1,9 salários em 2020, ao passo que no pior cenário, este mesmo rendimento bruto perde 2,2 salários.














