A concessionária de autoestradas, avaliada em mais de 3 mil milhões de euros passou a ser controlada por gestores de ativos, nomeadamente pelo fundo holandês APG.
O negócio só será fechado no verão, e nessa altura a APG espera já ter escolhido o futuro presidente executivo (CEO), diz Jan-Willem Ruisbroek, o gestor responsável pelo investimento do fundo de pensões holandês em infraestruturas, numa entrevista ao Expresso.
A escolha será feita com o acordo de todos os acionistas. “Estamos à procura de um novo CEO. Será um português”, adiantou. Assim como o resto da comissão executiva.
Segundo o responsável, a APG está satisfeita com a atual posição (81%) e com Vasco de Mello na administração. “Não temos intenção de comprar mais e estamos contentes com a continuação da José de Mello no projeto”, avançou.
Diz ainda que o consórcio está disponível para investir na empresa nacional quer em Portugal, quer no exterior, e que tem cerca de 1,2 mil milhões de euros para aplicar durante os próximos 15 anos. Garante também que não está a pensar mexer na estrutura da empresa nem em fazer cortes no número de trabalhadores.
O consórcio comprador dos 81% da Brisa é composto pela APG (gestora de ativos da ABP, o fundo de pensões dos funcionários públicos e do setor da educação dos Países Baixos), o NPS (serviço nacional de pensões da República da Coreia) e a SLAM (gestora de ativos da Swiss Life, a maior seguradora do ramo vida na Suíça). O veículo que fará a compra é controlado, em partes iguais, pela APG e pelo NPS.
O grupo José de Mello deixa de ter o controlo da concessionária de auotestradas, na qual ficará apenas com uma participação de 17%.








