A média mensal da taxa Euribor, elemento essencial para o cálculo da maioria das prestações no crédito à habitação com componente variável, subiu em agosto a três, a seis e a 12 meses.
Com as subidas a três prazos verificadas hoje, a média mensal da Euribor a seis meses ao longo de agosto avançou 0,066 pontos percentuais face a julho, subindo para 2,713%.
Este é o valor mais alto desta média desde novembro de 2024, quando tinha chegado aos 2,788%.
Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a junho indicam que a Euribor a seis meses representa 39,9% do ‘stock’ de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.
Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representam 31,3% e 24,38%, respetivamente.
No caso da Euribor a 12 meses, a média ao longo de agosto subiu 0,099 pontos face a julho, chegando aos 2,954%, sendo o valor mais alto desde os 3,166% de agosto de 2024.
No caso da Euribor a 3 meses, o aumento foi de 0,088 pontos percentuais, alcançando os 2,513% e ultrapassando a barreira dos 2,5% pela primeira vez desde fevereiro de 2025.
Hoje, e face a sexta-feira, a Euribor subiu a três, a seis e a 12 meses.
No prazo mais curto, a subida face à sessão anterior foi de 0,020 pontos, para 2,593%.
Na taxa Euribor a seis meses houve um aumento de 0,008 pontos em relação à negociação anterior, para 2,770%, enquanto no prazo mais longo cresceu 0,022 pontos, para 3,003%.
O Banco Central Europeu (BCE) manteve em 23 de julho as três taxas diretoras, como antecipado pelo mercado, que agora prevê uma subida em setembro.
Na anterior reunião de política monetária em 11 de junho, o BCE subiu, pela primeira vez desde setembro de 2023, as taxas diretoras.
A próxima reunião de política monetária do BCE realiza-se em 09 e 10 de setembro, em Berlim.
As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 21 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si.














