Príncipe Harry e Meghan voltam a viver no Reino Unido

O príncipe Harry e a sua esposa Meghan, que viviam na Califórnia desde a sua conturbada separação da família real britânica em 2020, vão voltar ao Reino Unido, noticiaram vários meios de comunicação.

Executive Digest com Lusa

O príncipe Harry e a sua esposa Meghan, que viviam na Califórnia desde a sua conturbada separação da família real britânica em 2020, vão voltar ao Reino Unido, noticiaram vários meios de comunicação.

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O filho mais novo do Rei Carlos III e Meghan “planeiam sair dos Estados Unidos até ao final do mês para se instalarem numa residência privada, não real, que ficará fora de Londres”, escreveu o Telegraph na quarta-feira.

Os dois filhos do casal estão inscritos numa escola britânica para começarem as aulas em setembro, adiantaram alguns meios, incluindo a BBC.

O Rei foi informado desta decisão no último domingo e congratula-se com a possibilidade de ver “mais a família a nível pessoal, mas o estatuto de simples particulares [de Harry e Meghan] não mudará”, relatou a agência britânica PA.

Harry e Meghan já não fazem parte dos membros ativos da família real.

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Após anos de desentendimentos, o regresso de Harry ao seu país com a família constituiu uma surpresa, apesar de o príncipe ter declarado várias vezes o quanto sentia falta do Reino Unido. E de, ultimamente, terem havido sinais de reaproximação com a família.

Em maio de 2025, Harry tinha manifestado à BBC desejo de “reconciliação” com a família, assegurando estar “realmente triste por não poder mostrar o seu país aos seus filhos”.

A 10 de julho, Carlos III e a sua esposa Camilla receberam em Londres Harry, Meghan e os seus dois filhos, Archie e Lilibet, de sete e cinco anos, pela primeira vez em quatro anos.

As crianças tinham visto o avô pessoalmente pela última vez durante as celebrações do jubileu de platina da Rainha Isabel II, em 2022.

O príncipe Harry, de 41 anos, regressou várias vezes ao Reino Unido. Antes de julho, tinha visto o Rei Carlos III duas vezes: em fevereiro de 2024, logo após o anúncio do cancro do soberano, e em setembro de 2025, quando tinha sido convidado a tomar chá com o pai na sua residência londrina de Clarence House.

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Harry e Meghan, que se casaram em 2018, fizeram manchetes dos media de todo o mundo em janeiro de 2020 quando saíram do Reino Unido de forma estrondosa.

Já em 2019, Harry referiu num documentário tensões com o irmão William, e Meghan relatou dificuldades perante alegadas pressões que enfrentava desde que se tinha juntado à família real.

Em janeiro de 2020, foi no Instagram que anunciaram que queriam renunciar à maior parte das suas obrigações reais, dividir o tempo entre o Reino Unido e a América do Norte e tornar-se financeiramente independentes.

Dois meses depois, fizeram a última aparição com a família real e instalaram-se por um curto período em Vancouver, no Canadá, antes de comprarem uma casa em Montecito, na Califórnia.

Agravando a crise, Harry publicou em 2023 as suas memórias (“O Suplente”), mostrando-se particularmente crítico em relação ao seu irmão William, herdeiro do trono, à sua esposa Kate, e também referindo-se à sua madrasta, Camilla.

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Ao deixar a família real, Harry perdeu direito a proteção policial, questão que continua a ser crucial e foi um ponto de tensão importante com a família real.

Tentou juridicamente recuperar a proteção policial, mas sem sucesso.

Harry também processou vários jornais, acusando-os de recolha ilegal de informações. Em janeiro, durante um julgamento contra o proprietário do Daily Mail, afirmou, quase em lágrimas, que os tabloides britânicos tinham tornado a vida da sua esposa “absolutamente infernal”.

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