Quando se pensa nas cidades mais caras do mundo, os primeiros nomes que costumam surgir são Nova Iorque, Londres ou Singapura. Mas um novo estudo do Deutsche Bank conclui que é Zurique, na Suíça, que lidera o ranking dos preços mais elevados para muitas das despesas do dia a dia.
O relatório analisou 69 cidades em todo o mundo, comparando o preço de vários produtos e serviços correntes com base em dados da plataforma Numbeo e de outras fontes.
Os números ajudam a explicar a posição da cidade suíça. Um cappuccino custa, em média, 7,13 dólares (cerca de 6,1 euros), um refrigerante ultrapassa os seis dólares (5,1 euros) e um jantar de três pratos para duas pessoas num restaurante de gama média ronda os 149 dólares (127 euros).
O café é um dos exemplos mais impressionantes. Zurique é a única cidade do estudo onde um cappuccino ultrapassa a barreira dos sete dólares, um preço cerca de 40% superior ao registado há dez anos. Em comparação, a mesma bebida custa pouco mais de dois dólares em Roma ou Milão.
Mas o elevado custo de vida vai muito além da restauração. Uma corrida de táxi de apenas cinco quilómetros ronda os 32 dólares (27 euros), o valor mais elevado entre todas as cidades analisadas, enquanto um bilhete de cinema custa cerca de 25 dólares (21 euros), colocando Zurique e Genebra no topo desta categoria.
Apesar destes preços, a Suíça continua também a destacar-se pelos salários elevados. Segundo o Deutsche Bank, Zurique e Genebra lideram o ranking mundial de rendimento disponível depois de pagos os impostos e a habitação. Um casal que arrende um apartamento com três quartos pode dispor de mais de 10 mil dólares mensais após suportar essas despesas.
Os analistas atribuem grande parte desta realidade à valorização do franco suíço ao longo das últimas décadas, que aumentou significativamente o custo dos bens e serviços quando comparados com outras moedas.
No extremo oposto surge Tóquio. Apesar de ser uma das maiores capitais económicas do mundo, a cidade japonesa apresenta preços surpreendentemente acessíveis em várias categorias.
O estudo refere, por exemplo, que arrendar um apartamento com três quartos custa menos de um terço do valor praticado em Nova Iorque. Além disso, Tóquio é atualmente o local mais barato do mundo para comprar um iPhone, graças à desvalorização do iene.
O relatório identifica ainda outras cidades que lideram categorias específicas de preços. Ancara, na Turquia, tem o iPhone mais caro do mundo devido à elevada carga fiscal; Sydney destaca-se pelo preço dos cigarros; Singapura lidera no custo do vinho de gama média; Telavive regista o menu mais caro do McDonald’s; Dubai apresenta algumas das cervejas importadas e ligações à internet mais dispendiosas; São Francisco tem os ginásios mais caros e Nova Iorque continua a ser a cidade com as rendas mais elevadas, onde um apartamento T1 no centro custa, em média, 4.285 dólares (cerca de 3.650 euros) por mês.
Já Berlim surge no topo da tabela dos serviços domésticos, com contas mensais de eletricidade, aquecimento, água e recolha de lixo que rondam os 410 dólares (350 euros) para uma habitação de cerca de 85 metros quadrados.














