A bolsa nova-iorquina encerrou hoje em alta, apoiada por números da inflação melhores do que esperados e em contexto de divulgação de resultados trimestrais sólidos do setor financeiro.
O resultado da sessão indica que o índice tecnológico Nasdaq avançou 0,90%, o alargado S&P500 ganhou 0,38% e o seletivo Dow Jones Industrial Average subiu 0,02%.
“Hoje tivermos bons números sobre a inflação (…), o que muito agradou aos investidores”, comentou Peter Cardillo, da Spartan Capital Securities, em declarações à AFP.
O índice de preços no consumidor (IPC) nos EUA arrefeceu em junho, com a variação homóloga a ser de 3,5%, depois de 4,2% no mês anterior, graças ao recuo do preço da gasolina.
Estes números “podem permitir à Reserva Federal (Fed) de se abster de subir a taxa de juro de referência na reunião prevista para o fim do mês”, interpretou Bill Adams, do Fifth Third Commercial Bank.
Perspetiva esta que “reanima o apetite pelo risco em Wall Street depois da vaga de vendas de ontem”, considerou Jose Torres, da Interactive Brokers.
Mas os analistas permanecem cautelosos, depois do regresso das hostilidades no Golfo Pérsico. As cotações do petróleo subiram, augurando potenciais repercussões nos preços nos próximos meses.
“A Fed deve esperar outras boas notícias para evitar subidas da taxa de juro até ao fim do ano”, estimou Bill Adams.
Por outro lado, a época dos resultados abriu com os grandes bancos a apresentarem “números extremamente sólidos”, mencionou Cardillo.
A forte subida trimestral dos respetivos desempenhos financeiros foi atribuída às flutuações dos mercados financeiros e a introduções em bolsa, designadamente a da Spacex.
No final da sessão, o Goldman Sachs apresentou uma valorização de 9,12%, o JPMorgan Chase de 2,54% e o Bank of America de 1,91%.
Ao contrário, o Wells Fargo e o Citigroup fecharam com perdas, respetivamente de 2,65% e 5,28%, por realização de ganhos e receios sobre subidas futuras de custos.
A IBM, por sua vez, fechou a perder 25,21%, depois de ter anunciado que os seus resultados iriam dececionar os investidores, o que atribuiu a uma reorientação das despesas dos seus clientes para infraestruturas ligadas à inteligência artificial.













