Taiwan inicia cinco dias de “manobras de defesa conjunta” perante pressão de Pequim

As Forças Armadas de Taiwan iniciam hoje inéditas “manobras de defesa conjunta”, num contexto de crescente atividade militar e marítima da China continental em torno da ilha, informaram fontes oficiais.

Executive Digest com Lusa

As Forças Armadas de Taiwan iniciam hoje inéditas “manobras de defesa conjunta”, num contexto de crescente atividade militar e marítima da China continental em torno da ilha, informaram fontes oficiais.

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Em comunicado divulgado no domingo, o ministério da Defesa Nacional de Taiwan indicou que os exercícios, que decorrem até 17 de julho, integram o plano anual de treino conjunto das forças armadas e dão continuidade aos simulacros de “preparação imediata para combate” realizados no mês passado.

“O principal objetivo é treinar as tropas durante a fase de operações defensivas para que, sob um mecanismo descentralizado de comando e controlo, se familiarizem com as diferentes missões de ação conjunta, reforcem a coordenação e a cooperação entre os ramos militares e alcancem o objetivo das operações conjuntas de defesa territorial”, indicou o ministério.

A tutela da Defesa acrescentou que os exercícios decorrerão com “tropas reais, terreno real, tempo real, equipamento real e execução real”, recorrendo a diferentes cenários para que os comandos e unidades de todos os níveis reforcem a integração de recursos e a capacidade de combate.

Segundo fontes militares citadas pela agência noticiosa CNA, estes exercícios servirão de preparação para as manobras militares anuais Han Kuang, agendadas para decorrer entre 05 e 14 de agosto.

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Os exercícios coincidem com um aumento da presença marítima chinesa nas águas a leste de Taiwan, uma zona considerada estratégica por constituir a principal via através da qual Taipé poderá receber apoio externo em caso de bloqueio ou invasão.

O ministério da Defesa de Taiwan contabilizou no mês passado mais de 200 navios de guerra e outras 111 embarcações governamentais chinesas nas imediações da ilha, acima dos 40 e 44 navios oficiais detetados, respetivamente, em abril e maio.

Pequim considera Taiwan uma “parte inalienável” do território chinês e não exclui o recurso à força para assumir o controlo da ilha, posição rejeitada pelas autoridades taiwanesas, que defendem que apenas os 23 milhões de habitantes de Taiwan têm o direito de decidir o seu futuro político.

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