PCP chama ministro da Educação à AR no dia marcado para divulgar notas dos exames

O PCP pediu um debate de urgência protestativo sobre os exames nacionais com a presença do ministro da Educação para 17 de julho, dia da divulgação dos resultados dos mais de 300 mil exames do secundário.

Executive Digest com Lusa

O PCP pediu um debate de urgência protestativo sobre os exames nacionais com a presença do ministro da Educação para 17 de julho, dia da divulgação dos resultados dos mais de 300 mil exames do secundário.

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No requerimento entregue ao presidente da Assembleia da República (PAR), a que a Lusa teve acesso, o PCP pede um debate de urgência potestativo sobre “Exames Nacionais” na sessão plenária de 17 de julho, com a presença do ministro da tutela para explicar quais as medidas adotadas “para assegurar que nenhum estudante é prejudicado neste processo caótico de avaliação dos exames nacionais, cujos responsáveis são o ministério e o Governo”.


No requerimento, o grupo parlamentar diz não poder aceitar que o ministro Fernando Alexandre “se furte aos esclarecimentos” e à “prestação de contas” na Assembleia da República “recusando-se a participar na Comissão de Educação até 21 de julho, dia que admitiu para a reunião”.


Na passada segunda-feira, o PCP pediu uma audição urgente do ministro da Educação e na quarta-feira, Paulo Raimundo desafiou a comparecer no parlamento até ao final da próxima semana, admitindo, caso contrário, agendar um debate de urgência.


Também o Chega disse que ia insistir na realização de um debate de urgência sobre os exames nacionais e propôs o dia 17 de julho, depois de o primeiro pedido, para dia 15, ter sido indeferido pelo presidente do parlamento.

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No requerimento entregue agora no parlamento pelo PCP, os comunistas dizem que “não há sinais de que os problemas estejam a ser resolvidos, o que constitui mais um motivo para o ministro vir rapidamente à Assembleia da República”.


No requerimento, o PCP aponta alguns dos problemas que têm sido denunciados pelos professores avaliadores: “Foram dadas orientações para os professores avaliarem as provas mesmo que estejam incompletas, e quando é visível que faltam folhas, a plataforma de avaliação dos exames nacionais continua a ter erros e a ser marcada por diversas suspensões temporárias na última semana, ou a enorme pressão sobre os professores”.


Para além dos problemas já identificados, o PCP critica também o anúncio do pagamento de trabalho extraordinário aos professores, “como se não fosse uma obrigação o pagamento do trabalho extraordinário”.

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