Serguei Lavrov garante apoio militar da Rússia aos estados do Sahel

O ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Serguei Lavrov, reuniu-se em Niamei com os chefes da diplomacia do Mali, Burkina Faso e Níger, a quem assegurou a continuação do apoio militar de Moscovo, segundo comunicado conjunto.

Executive Digest com Lusa

O ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Serguei Lavrov, reuniu-se em Niamei com os chefes da diplomacia do Mali, Burkina Faso e Níger, a quem assegurou a continuação do apoio militar de Moscovo, segundo comunicado conjunto.


Membros da Aliança dos Estados do Sahel (AES), o Mali, o Níger e o Burkina Faso são governados por regimes militares que chegaram ao poder através de golpes de estado entre 2020 e 2023 e que se afastaram da antiga potência colonial francesa para se aproximarem da Rússia.


Os três países abandonaram a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) — que consideram subordinada à França — e formaram a AES.


De acordo com um comunicado conjunto hoje publicado, Serguei Lavrov e os chefes da diplomacia dos três países da confederação realizaram na quarta-feira uma segunda ronda de consultas de “alto nível” em Niamei, capital do Níger, que “tinha como objetivo consolidar ainda mais as excelentes relações de amizade, solidariedade e cooperação que unem a AES e a Rússia”.


Durante o encontro, ambas as partes “reafirmaram a sua vontade comum de continuar a reforçar a sua cooperação nos domínios político, diplomático, de segurança, económico e social” e manifestaram igualmente a sua satisfação relativamente à “intensificação da sua cooperação militar e técnico-militar”, tendo a Rússia “confirmado a sua vontade de continuar a apoiar o reforço das capacidades operacionais das forças armadas dos estados-membros da AES”, refere o comunicado.

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Esta ronda ocorre mais de um ano após a primeira, organizada a 01 de abril de 2025 em Moscovo.


A Rússia e a sua empresa privada de mercenários Wagner, que está a ser integrada no Africa Corps, estão a ajudar os países da AES a combater os grupos jihadistas que causaram dezenas de milhares de mortos na maior parte dos seus territórios.


Moscovo também assinou acordos de defesa com os três países, aos quais forneceu equipamento militar.

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A Rússia coopera igualmente com a AES nos setores da energia e da mineração.

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