Produtos contrafeitos e pirateados apreendidos em 2025 superam 27M€

As autoridades que compõem o Grupo Anticontrafação (GAC) apreenderem no ano passado 1.232.522 produtos contrafeitos ou pirateados, sobretudo em feiras e mercados, num valor total de 27.648.361,99 euros, foi hoje divulgado.

Executive Digest com Lusa

As autoridades que compõem o Grupo Anticontrafação (GAC) apreenderem no ano passado 1.232.522 produtos contrafeitos ou pirateados, sobretudo em feiras e mercados, num valor total de 27.648.361,99 euros, foi hoje divulgado.

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Segundo dados hoje fornecidos por este grupo, que congrega várias autoridades policiais, fiscais e económicas, entre os produtos apreendidos em 2025 pelas diferentes autoridades destacam-se 575.559 peças de vestuário e acessórios (48,2% do total de artigos apreendidos).


Foram igualmente apreendidos 331.709 artigos que incluem peças e partes que integram e complementam produtos de vestuário e calçado, bem como as próprias embalagens, rótulos, etiquetas e adesivos (27,8% do total de artigos apreendidos).


As autoridades apreenderam ainda 138.979 artigos de calçado, incluindo peças e acessórios (11,6% do total), 73.132 acessórios, designadamente, óculos, malas, cintos, relógios, joias, entre outros (6,1% do total ), 65.404 brinquedos e jogos (incluindo jogos eletrónicos e consolas), assim como artigos desportivos (5,5% do total).


De acordo com o documento, estas apreensões resultaram de “inúmeras ações de fiscalização e de investigação levadas a cabo, em 2025, pela Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), Autoridade Tributária e Aduaneira (AT), GNR e PSP, algumas executadas em cooperação com entidades nacionais, europeias e internacionais”, afirma o GAP, destacando “a importância de uma cada vez mais intensa concertação de esforços neste domínio”.

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Em matéria de controlo aduaneiro, foram objeto de desalfandegamento 276.326 unidades de medicamentos, no âmbito do protocolo existente entre a AT e a Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (INFARMED).


O GAP adianta tratar-se de pequenas remessas de mercadorias por via postal, resultantes de compras ‘online’ realizadas por particulares, na sua maioria correspondendo a medicamentos contrafeitos.


No que se refere ao Comércio Eletrónico e Proteção de Conteúdos, a Delegação Aduaneira das Encomendas Postais de Lisboa, na jurisdição da Alfândega do Aeroporto de Lisboa, procedeu à suspensão do desalfandegamento de várias remessas, na sua grande maioria alvo de vendas via Internet, tendo instaurado 6.303 processos de contrafação, cujo valor ascendeu a 8.098.026 euros.


No mesmo período, a ASAE, na sua competência de fiscalização no âmbito do comércio eletrónico, procedeu à fiscalização de 10.246 sites, tendo registado 22 processos-crime por violação dos Direitos de Propriedade Industrial.


No que diz respeito à fiscalização em ambiente digital de conteúdos protegidos pelo direito de autor e conexos, a Inspeção Geral das Atividades Culturais (IGAC) instruiu 2012 denúncias, confirmando 81% das situações identificadas e determinando a remoção e/ou o impedimento de acesso aos referidos conteúdos disponibilizados ilicitamente em rede.

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Tendo por referência os domínios da Cultura, as denúncias instruídas reportam 94,4% ao audiovisual e multimédia, 5,2% a livros e imprensa e 0,4% a artes cénicas (obras musicais).


No domínio do audiovisual e multimédia, 56,7% das denúncias reportam a ‘live streaming’ de eventos desportivos, 32,7% a obras cinematográficas e 5% a videojogos.


Relativamente à fiscalização dos conteúdos disponibilizados ilicitamente ‘online’ em tempo real e por duração limitada, foram visionados 86 eventos desportivos (jogos de futebol da Liga de Portugal) e determinado o bloqueio de 3.950 domínios.


Estes dados integram o Relatório de Atividades de 2025 do GAC.


O GAC é um grupo interministerial que congrega entidades como o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), a ASAE, a AT, a GNR, a Polícia Judiciária (PJ) e a PSP, entre outros membros observadores.

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Cabe ao INPI a coordenação deste grupo, procedendo, entre outras atividades de cooperação, ao intercâmbio de dados estatísticos sobre a apreensão de produtos contrafeitos.

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