Ao contratar um crédito habitação, a maioria das famílias aceita, quase sem pensar, o seguro de vida que o banco propõe. É um reflexo compreensível: já ali está, resolve-se tudo no mesmo balcão. Mas essa conveniência tem um preço, e nem sempre pequeno.
O seguro de vida associado ao crédito não tem de ser contratado no banco financiador. Pode ser feito numa seguradora externa, e a diferença de prémio entre uma solução e outra pode representar centenas de euros por ano ao longo de todo o empréstimo. Num contrato que dura três décadas, a soma é tudo menos irrelevante.
O contraste é tanto maior quanto o valor do prémio tende a subir com a idade e com o capital em dívida. Comparar no início do crédito é importante, mas rever o seguro alguns anos depois pode ser igualmente rentável, sobretudo quando o capital em dívida já baixou e o prémio devia acompanhar essa descida.
O seguro de vida é uma das poucas despesas de um crédito que se pode reduzir sem renegociar nada com o banco, bastando comparar propostas e, se compensar, transferir a apólice. O ponto central não é trocar por trocar, é deixar de aceitar sem verificar.
A regra prática é simples: antes de assinar, comparar; e, de vez em quando, voltar a comparar. Num orçamento familiar apertado, poucas revisões rendem tanto por tão pouco esforço como olhar para uma apólice que se assinou no piloto automático.














