O novo presidente executivo (CEO) da CTT Express é Luíz Rodríguez, até agora diretor financeiro da empresa, anunciou hoje a filial espanhola do Grupo CTT – Correios de Portugal.
Luís Rodríguez substitui Manuel Molins, que foi CEO da CTT Express durante mais de sete anos, mas continuará ligado ao Grupo CTT, como assessor sénior, disse a empresa, num comunicado.
Os CTT fecharam o primeiro trimestre deste ano com lucros de 4,5 milhões de euros, menos 17,6% face ao mesmo período de 2025.
No primeiro trimestre do ano, o EBITDA (resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações) caiu 7,9%, em comparação com o período homólogo, para 36,7 milhões de euros.
A influenciar os resultados estiveram o conflito no Médio Oriente, bem como “a introdução de nova regulamentação a afetar os volumes de encomendas e os custos”.
Não obstante, a empresa agora liderada por Guy Pacheco antecipa que os CTT estão “no bom caminho para relançar o resto do ano”.
Em 31 de março, os CTT tinham 13.797 trabalhadores, mais 3,2% (431) do que no mesmo período do ano anterior.
Em Espanha, os CTT concluíram em maio passado a parceria com a DHL Ecommerce International Holdings, negócio que gerará para a empresa um encaixe líquido de 64 milhões de euros, segundo um comunicado ao mercado.
O negócio consiste em várias partes: na aquisição da DHL Parcel Portugal por parte dos CTT Expresso — Serviços Postais e Logística, na aquisição de 25% dos CTT Expresso por parte da DHL e, por fim, na aquisição de 25% da Danzas (acionista única da DHL Parcel Iberia) pelos CTT.
Os Correios de Portugal estimam que, em ritmo normalizado, em dois a três anos, o impacto das sinergias ao nível do EBIT (lucro operacional) atingirá um montante anual superior a 35 milhões de euros, para as operações combinadas das duas empresas que constituem a parceria.
As duas empresas tinham anunciado a parceria em 2024, para a distribuição de encomendas em Portugal e Espanha.
O objetivo é “reforçar a eficiência e endereçar as oportunidades de crescimento dos mercados de ‘e-commerce’ e distribuição de encomendas” em Espanha e Portugal que, em conjunto, formam o quarto maior mercado da Europa, disseram então as duas empresas.













