A Comissão Europeia estima que o crescimento económico da União Europeia (UE) caia para metade caso a guerra no Irão se prolongue e continue a afetar os mercados energéticos, com a inflação a avançar significativamente, especialmente em 2027.
“Realizámos algumas análises de cenários para avaliar o que aconteceria se as perturbações no abastecimento de petróleo e gás se prolongassem e, consequentemente, os preços se mantivessem mais elevados por um período mais longo, o que levaria a um aumento mais acentuado da inflação de 0,3 pontos percentuais este ano e 1,1 no próximo ano e reduziria para cerca de metade a previsão de crescimento tanto para este ano como para o próximo”, disse o comissário europeu da Economia, Valdis Dombrovskis.
Falando em entrevista a um grupo de jornalistas europeus em Bruxelas, incluindo a Lusa, no dia em que a instituição apresenta as primeiras previsões económicas desde o início da guerra do Irão, o responsável explicou que, para chegar a estes valores, foi considerada a atual crise do petróleo e do gás, em linha com as expectativas do mercado, mas também abrangidas análises de cenários para um cenário potencialmente mais adverso.
“Há já vários meses que temos vindo a debater as implicações económicas negativas do conflito no Médio Oriente. Este desencadeou um novo choque energético e, consequentemente, conduziu a um abrandamento económico e a um aumento da inflação na UE”, adiantou Valdis Dombrovskis à Lusa e outros meios europeus.




