Português devorado por crocodilo na África do Sul após ser arrastado por enxurrada

Um cidadão português de 59 anos morreu de forma trágica na África do Sul, depois de ter sido atacado e engolido por um crocodilo com mais de quatro metros e meio de comprimento, no rio Komati, situado no Parque Nacional Kruger.

Pedro Zagacho Gonçalves

Um cidadão português de 59 anos morreu de forma trágica na África do Sul, depois de ter sido atacado e engolido por um crocodilo com mais de quatro metros e meio de comprimento, no rio Komati, situado no Parque Nacional Kruger. O incidente ocorreu na sequência de fortes chuvas que provocaram uma enxurrada, arrastando a vítima para as águas, onde acabou por desaparecer.

De acordo com as autoridades sul-africanas, o homem, identificado como Gabriel Batista, era proprietário de um hotel e terá sido surpreendido pela força da corrente enquanto atravessava um pontão submerso. Após o desaparecimento, foram desencadeadas buscas intensivas que se prolongaram por vários dias, até que a polícia conseguiu localizar o crocodilo suspeito.

O animal foi abatido pelas autoridades para permitir a recuperação dos restos mortais. O comandante da polícia, Johan Potgieer, explicou que o comportamento do crocodilo levantou suspeitas, sublinhando que “este exemplar de grandes dimensões não se mexia ao sol e apresentava sinais típicos de se ter alimentado recentemente, uma vez que tinha a barriga extremamente cheia e permanecia fora da água”. Acrescentou ainda que o animal não reagiu à presença de drones ou de um helicóptero, o que reforçou a convicção das autoridades de que se tratava do responsável pelo ataque.

Após a captura, o crocodilo foi transportado de helicóptero para a realização de uma necropsia em segurança. No interior do animal foram encontrados restos mortais do cidadão português, cuja identificação foi possível graças a um anel. Segundo informações avançadas pelo “The New York Post”, foram também encontrados pelo menos seis pares de sapatos no estômago do crocodilo, nenhum pertencente à vítima, levantando suspeitas de que o animal possa estar ligado a outros desaparecimentos na região.

As autoridades de Komatipoort estão agora a investigar a origem desses objetos e a possível ligação a outros casos não resolvidos. Recorde-se que, aquando do desaparecimento, o “Jornal da Madeira” já tinha identificado a vítima como sendo um cidadão português oriundo daquela região.

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