A Ucrânia está a negociar com países do Médio Oriente a exportação de drones navais, colocando a sua experiência militar ao serviço da segurança marítima global. A informação foi avançada após a recente visita do presidente Volodymyr Zelensky à região, este fim de semana.
De acordo com a Euromaidan Press, Kiev tem vindo a discutir com parceiros árabes a possibilidade de utilizar tecnologia, como drones, desenvolvida durante a guerra no Mar Negro para ajudar a desbloquear rotas estratégicas como o Estreito de Ormuz, uma via essencial para o abastecimento energético mundial.
Experiência do Mar Negro aplicada ao Médio Oriente
Nos últimos anos, a Ucrânia desenvolveu drones navais altamente eficazes, como o modelo Magura, que têm sido fundamentais para limitar a atuação da frota russa no Mar Negro. Estes sistemas permitiram reduzir significativamente a capacidade de Moscovo realizar operações de grande escala na região.
Estes drones são utilizados para patrulhamento marítimo, vigilância aérea e apoio logístico, incluindo missões de evacuação. A sua eficácia tem sido comprovada em combate, com mais de 17 alvos navais e aéreos russos atingidos, dos quais 15 foram completamente destruídos.
Segurança energética e rotas comerciais em foco
Zelensky sublinhou que a experiência ucraniana na proteção e desbloqueio de corredores marítimos pode ser crucial para enfrentar desafios globais, nomeadamente a crise energética. O líder ucraniano destacou que os países árabes reconhecem o valor deste conhecimento estratégico.
Ainda segundo a Euromaidan Press, a Ucrânia partilhou detalhes sobre o funcionamento do corredor do Mar Negro, considerado um exemplo bem-sucedido de manutenção de rotas comerciais em contexto de conflito.
Cooperação internacional e apoio mútuo
Apesar de os Estados Unidos estarem atualmente a liderar esforços relacionados com o Estreito de Ormuz, Zelensky garantiu que a Ucrânia está pronta para apoiar os seus parceiros sempre que necessário.
Durante a visita ao Médio Oriente, o presidente ucraniano reuniu-se também com o rei Abdullah II da Jordânia, tendo discutido formas de reforçar a segurança regional e responder a ameaças emergentes.
A Ucrânia tem vindo a desenvolver estes sistemas ao longo dos últimos cinco anos, numa resposta direta aos ataques russos e à utilização de drones de origem iraniana. Kiev acredita que pode não só oferecer conhecimento técnico e operacional, como também beneficiar de parcerias que reforcem a sua própria capacidade defensiva.
Ucrânia posiciona-se como parceiro estratégico
Com esta iniciativa, a Ucrânia posiciona-se como um parceiro relevante na segurança marítima internacional, exportando inovação militar desenvolvida em contexto real de combate. A possível aplicação desta tecnologia no Estreito de Ormuz poderá ter impacto direto na estabilidade dos mercados energéticos e na segurança das rotas comerciais globais.













