A bolsa de Lisboa negociava hoje em baixa, com as ações da Mota-Engil a descerem 2% para 4,31 euros e as da Galp a subirem 2,03% para 21,06 euros.
Cerca das 09:35 em Lisboa, o PSI mantinha a tendência da abertura e baixava 0,12% para 9.132,31 pontos, com 11 empresas a descer e cinco a subir.
No sábado, a Mota-Engil informou num comunicado que submeteu ao tribunal um pedido de indeferimento liminar da ação cível que lhe foi movida pela americana Muddy Waters, pedindo a condenação da empresa e do seu presidente executivo por difamação.
Na nota, divulgada na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a empresa disse que “tomou conhecimento da ação cível intentada num tribunal dos Estados Unidos da América pela Muddy Waters”.
Esta ação, referiu, pede a condenação do presidente executivo (CEO), Carlos Mota dos Santos, e da Mota-Engil por “difamação em face do facto de terem sido feitas declarações em entrevista ao jornal Expresso em 2024, de que a atuação da Muddy Waters relativamente à Mota-Engil configuraria, em sua opinião, ‘manipulação de mercado'”.
Entretanto, na sexta-feira, a Galp revelou que pode sofrer um impacto de até 100 milhões de euros devido à nova taxa que o Brasil aplicou sobre as exportações de petróleo bruto e que deverá durar quatro meses.
Numa informação enviada à CMVM, a petrolífera portuguesa revela que o Governo brasileiro aprovou a aplicação, desde quinta-feira, de uma taxa de 12% sobre as exportações de petróleo bruto, cuja aplicação deve durar pelo menos quatro meses.
Às ações da Mota-Engil seguiam-se as da Teixeira Duarte, Ibersol e da Semapa, que recuavam 1,57% para 0,44 euros, 1,40% para 10,60 euros e 1,17% para 21,20 euros, respetivamente.
As ações do BCP também caíam mais de 1%, designadamente 1,16% para 0,78 euros.
Mais moderadamente, a EDP Renováveis, CTT e Altri baixavam 0,81% para 13,49 euros, 0,60% para 6,65 euros e 0,42% para 4,70 euros.
As outras três ações que também desvalorizavam eram as da Sonae (-0,41% para 1,97 euros), EDP (-0,30% para 4,39 euros) e Navigator (-0,24% para 3,31 euros).
Em sentido contrário, além das ações da Galp, as da REN e da NOS subiam 0,78% para 3,88 euros e 0,56% para 5,39 euros.
As ações da Jerónimo Martins e da Corticeira Amorim valorizavam-se 0,54% para 22,44 euros e 0,32% para 6,35 euros.
As principais bolsas europeias estavam hoje hesitantes, mas atentas aos desenvolvimentos da guerra no Irão e, portanto, ao preço do petróleo, numa semana em que vários bancos centrais decidirão a sua próxima política monetária.
O preço do petróleo Brent, de referência na Europa, para entrega em maio, subia 2,8% para 106,11 dólares, depois do ataque durante o fim de semana dos EUA à ilha de Karg, ameaçando afetar futuramente a infraestrutura petrolífera chave, já que a partir da mesma é exportado 90% do petróleo iraniano.
O gás natural para entrega em abril no mercado TFF dos Países Baixos, referência na Europa, valorizava-se 4,1% para 52,16 euros por megawatt-hora (MWh), contra 50,17 euros na sexta-feira.
O euro avançava para 1,1443 dólares no mercado de câmbios de Frankfurt, contra 1,1417 dólares na sexta-feira e 1,1980 dólares em 27 de janeiro, um novo máximo desde junho de 2021.
Os futuros dos índices de Wall Street a esta hora apontam para subidas hoje de 0,21% para o Dow Jones e de 0,45% para o Nasdaq.
As subidas dos preços do petróleo continuam a determinar o rumo dos mercados, apesar da maior libertação de reservas estratégicas da história realizada na semana passada pela Agência Internacional de Energia (AIE), de 400 milhões de barris.
O encerramento do estratégico estreito de Ormuz devido à guerra entre os Estados Unidos, Israel e o Irão está a provocar interrupções de fornecimento e um aumento de preços em múltiplos mercados globais, não apenas do petróleo e do gás natural, mas também de matérias-primas como fertilizantes, enxofre, hélio, alumínio e outros fatores de produção para a indústria.














