O Presidente da República vai comparecer sozinho à cerimónia do 25 de Abril no Parlamento, revela o “Observador”, citando fonte oficial de Belém.
A decisão, adianta o jornal, foi tomada por Marcelo Rebelo de Sousa, num momento em que se debate a realização, ou não, da cerimónia, sendo que os partidos reduziram o número de deputados presentes. O presidente quer dar o exemplo e contribuir para as regras de distanciamento social exigíveis nesta altura e a recomendação para evitar ajuntamentos.
Fonte oficial de Belém, citada pelo “Observador”, disse que Marcelo não será acompanhado, como habitualmente, pela comitiva que costuma segui-lo nestes momentos. Ou seja, não comparecerão nem o chefe da Casa Civil, o assessor político, o fotógrafo oficial ou o assessor de imprensa, por exemplo. O chefe de Estado irá apenas com um ajudante de campo. Mas também este não entrará no hemiciclo.
O presidente da Assembleia da República (AR), Eduardo Ferro Rodrigues, disse em entrevista à “Antena 1”, na terça-feira, que existiu uma tentativa de «instrumentalização política e populista», referindo-se àqueles que não queriam que as cerimónias de celebração dos 46 anos do 25 de Abril, se realizassem. «Inventaram uma notícia falsa, que dizia que iam estar 300 pessoas na Assembleia, algo que nunca esteve previsto», acusou.
Numa outra entrevista, concedida à “TSF”, Ferro assegurou que «a Assembleia da Republica não representa nenhum perigo para a saúde publica e muito menos a cerimónia de homenagem ao 25 de Abril de 74». Para o presidente da AR, «o que seria estranho era a Assembleia não fazer a cerimónia do 25 de Abril», refere, em resposta àqueles que o têm criticado por defender a realização das cerimónias.
Portugal conta já com 21.982 casos confirmados de infecção pelo novo coronavírus e 785 óbitos, segundo o boletim epidemiológico da Direção Geral da Saúde desta quarta-feira, dia 22 de Abril.
O Governo decretou o estado de emergência a 19 de Março, que já foi prorrogado duas vezes, estando previsto agora o seu fim a 2 de Maio. O diploma prevê a possibilidade de uma «abertura gradual, faseada ou alternada de serviços, empresas ou estabelecimentos comerciais».
A pandemia de Covid-19 já matou 178 pessoas e há quase 2,5 milhões de infectados em 193, segundo o mapa interactivo da universidade John Hopkins.
Da esquerda à direita: os argumentos de quem está a favor e contra as comemorações do 25 de Abril
*Notícia actualizada às 14:11




