Gasolina pode subir até 10 cêntimos nas próximas semanas se o Brent se mantiver nos 80 dólares

De acordo com a OCU, a transmissão das variações do preço do Brent para os postos de abastecimento pode demorar desde alguns dias até várias semanas

Automonitor

A escalada do conflito no Irão está a pressionar os mercados energéticos e a reacender receios de novos aumentos nos combustíveis. De acordo com a publicação ‘El Economista’, cerca de 20% do petróleo mundial passa pelo Estreito de Ormuz.

Apesar da exposição relativamente limitada, os consumidores podem vir a sentir efeitos no preço dos combustíveis. A Organização Espanhola de Consumidores e Utilizadores (OCU) estimou uma subida entre 8 e 10 cêntimos por litro nas próximas semanas, caso o petróleo Brent se mantenha em torno dos 80 dólares por barril (cerca de 74 euros). Esta segunda-feira, o Brent chegou aos 84 dólares (aproximadamente 78 euros), um aumento de 10%, estabilizando depois ligeiramente acima dos 82 dólares (cerca de 76 euros).

De acordo com a OCU, a transmissão das variações do preço do Brent para os postos de abastecimento pode demorar desde alguns dias até várias semanas. Em momentos de forte tensão, como no início da guerra na Ucrânia, os aumentos refletiram-se nas bombas em cerca de 10 dias. Contudo, com os níveis atuais e sem uma escalada prolongada, a organização considera mais provável um impacto gradual ao longo de duas semanas.

Até ao momento, relatou o jornal espanhol, os preços médios no país vizinho registavam apenas variações residuais. Antes dos recentes acontecimentos no Médio Oriente, a gasolina custava 1,471 euros por litro e o gasóleo 1,423 euros. Uma semana depois, subiram cerca de 1,5 cêntimos, para 1,484 euros e 1,438 euros por litro, respetivamente. Segundo o ‘El Economista’, estes valores ainda não refletem a tensão atual no Irão, mas sim uma subida anterior do Brent, que passou de 65 dólares (cerca de 60 euros) para 70 dólares (aproximadamente 65 euros) entre o final de janeiro e o início de fevereiro.

A Associação Espanhola da Indústria de Combustíveis (AICE) defendeu, por seu turno, que é necessário aguardar pela evolução do Brent, que dependerá da duração e intensidade do conflito.

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