Festival Y#22 mantém aposta de unir diversidade artística à qualidade no interior do país

Covilhã, Castelo Branco, 26 fev de 2016 (Lusa) — Música, dança, teatro, novo circo e performance são algumas das formas de arte incluídas no programa do Festival Y#22, divulgado hoje pela Quarta Parede — Associação de Artes Performativas da Covilhã, nesta cidade.

Executive Digest com Lusa
Fevereiro 26, 2026
22:51

Covilhã, Castelo Branco, 26 fev de 2016 (Lusa) — Música, dança, teatro, novo circo e performance são algumas das formas de arte incluídas no programa do Festival Y#22, divulgado hoje pela Quarta Parede — Associação de Artes Performativas da Covilhã, nesta cidade.


Coube aos diretores artísticos, Rui Sena e João Castro, dar conta do que se vai passar de 21 de março a 04 de junho, nas cidades da Covilhã e Castelo Branco, que vão acolher 26 atividades no total, sendo 12 espetáculos, dez ações de mediação, quatro oficinas e uma residência artística, diversidade que torna o Y#22 “um espaço de encontro entre corpos, vozes e memórias que interrogam a identidade individual enquanto construção viva e em permanente transformação”.


Rui Sena recorda que, em 21 edições, programaram “cerca de 180 estruturas e criadores, em cerca de 300 atividades, das quais 45 realizadas por criadores internacionais”. E frisou que “tem sido uma preocupação constante unir a diversidade à qualidade e dar ao público da região a possibilidade de assistir a espetáculos de diversas áreas artísticas e de cruzamento dessas disciplinas, espetáculos essenciais criados em Portugal e em outros países”.


Para a realização deste certame, a Quarta Parede mantém diversas parcerias, como, por exemplo, o Citemor Festival, de Montemor-o-Velho, contando ainda com os apoios da Direção Geral das Artes e das câmaras da Covilhã e de Castelo Branco.


João Castro detalhou o programa. Nesta edição, “a escolha recaiu sobre o significado metafórico da existência, pertença, tradição e contemporaneidade enquanto forças construtoras dessa grande utopia que é a identidade”.


Partindo da questão “quem somos, de onde viemos e para onde caminhamos, individual e coletivamente”, a programação continua a traduzir-se “em propostas diferenciadas”.


O programa começa no Teatro Municipal da Covilhã, com Rossana, uma jovem música portuguesa, residente em Londres. Segue-se a Companhia Instável, que chama Clara Andermatt para uma recriação em torno do universo dos Pauliteiros de Miranda. O programa continua com o espetáculo de dança “Do Terreiro ao Mundo”.


Ainda na dança, as gémeas Carminda Soares e Maria R. Soares, com “Bright Horses”, desafiam o público “a confrontar-se com a complexidade das relações familiares”.


Maria Sá Silva “apoia-se na saudade para revisitar a herança cultural portuguesa, evocando memórias a partir da obra de Carlos Paredes”.


“Blackface”, de Marco Mendonça, “confronta o racismo estrutural”. Sara Carinhas, com “A Última Memória”, “desafia o público a viajar sobre a volatilidade das memórias e o risco do esquecimento”. E Tónan Kito, com “Entrelinhas”, uma cocriação com Tiago Rodrigues, “recusa o espaço de palco para explicar porque é que não acontece o espetáculo, numa relação direta com o público”.


Haverá ainda espaço para acolher dois artistas selecionados entre os emergentes de 2025. Dai Ida, em “Breves Notas Sobre a Digestão”, “reflete sobre o presente como uma consequência direta das decisões do passado”. E Éric Amorim dos Santos, com “Prima Rosa”, “explora a dualidade do feminino e masculino e as marcas que cada um dos géneros deixa impresso num corpo trans, através da dança”.


O ciclo de espetáculos encerra no Cine Teatro Avenida, em Castelo Branco, com duas propostas distintas, nomeadamente “Paisagens”, de João Paulo Santos, numa variação do Mastro Chinês, em que “o novo circo se veste de poesia e música para questionar a passagem do tempo no corpo do intérprete”. E “Husto; Elogio al Vacío”, que representa a relação com os parceiros internacionais, Matxalen Bilbao, com o programa “Do Outro Lado Ao Outro Lado”.


Dullmea é a artista convidada para passar 20 dias em isolamento, na residência artística “Investigação-Ventilação”, na Serra da Estrela. 


Tal como nas 21 edições anteriores, o cartaz do Y#22 foi desenhado pelo arquiteto José Manuel Castanheira. 


 

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