As perspectivas dos líderes para 2026: João Pedro Oliveira e Costa, CEO do BPI

João Pedro Oliveira e Costa, CEO do Banco BPI, dá a sua visão para o futuro

Executive Digest
Fevereiro 25, 2026
10:26

2026. Acima de tudo, transformação, num ano desafiante, mar­cado por imprevisibilidade e rápidas mudanças no cenário global e que exige dinamismo de todos. Neste ambiente, a confiança será uma ferramenta decisiva para permitir o progresso e a evolução de Portugal. Para compreender os principais desafios e metas que Portugal enfrentará nos próximos meses, a Executive Digest ouviu vários líderes de empresas e instituições nacionais.

Nesse sentido, ficaremos a conhecer o que o CEO do BPI antecipa para um ano que exige, com responsabilidade, decisão, execução, equilíbrios delicados, optimismo e esperança (com cheiro a pólvora) e ambição colectiva.



  1. Quais os maiores desafios e alterações que o seu sector e empresa, em particular, pode enfrentar em 2026?
  2. Que impacto terá o actual quadro geopolítico no seu sector?
  3. Alguma oportunidade que a sua empresa/ sector não pode perder em 2026?
  4. Uma palavra que possa definir 2026.

1. 2026 vai continuar a ser marcado pela velocidade da transformação e pela forte concorrência a todos os níveis. Para o setor financeiro, significa sobretudo incorporar tecnologia e em particular inteligência artificial de forma cada vez mais generalizada, em todos os níveis das organizações. Esta palavra resume o desafio e a ambição: evoluir para garantir relevância e competitividade num mercado em permanente mudança, respondendo às alterações nos hábitos dos clientes, que constituem o nosso propósito.
Neste quadro de enorme exigência, a captação e retenção de talento qualificado são fatores críticos quer para a manutenção da dinâmica tecnológica, quer para servir cada vez melhor os clientes. A pressão para oferecer carreiras competitivas exige que os bancos tenham ambientes de trabalho dinâmicos, com oportunidades de desenvolvimento, em particular, mas não só, nas áreas tecnológicas. Sem talento, não há inovação nem capacidade de resposta às novas exigências do mercado. Destaco por isso a importância estratégica da educação.
O contexto geopolítico complexo vai manter a necessidade de acompanhamento permanente por parte das empresas e do setor financeiro, que terão de ter a capacidade de fazer ajustamentos rápidos onde necessário.
Finalmente, não posso deixar de referir a complexidade regulatória, que continua a penalizar a eficiência, num momento em que a produtividade e a competitividade das empresas, do setor financeiro e do País são absolutamente críticos.
No entanto, Portugal apresenta dados positivos na sua evolução económica e relativamente aos seus parceiros na Zona Euro, com uma taxa de crescimento a aumentar, uma situação de pleno emprego e um rácio de dívida pública muito melhorado, o que traz a perspetiva de um bom ano de 2026.
2. O quadro geopolítico global, marcado conflitos regionais, tensões comerciais e volatilidade energética, terá impacto no setor bancário via risco de crédito, sobretudo em empresas expostas a cadeias internacionais. Não menos importante, mantém-se a necessidade de manter procedimentos de compliance e cibersegurança rigorosos, que no Grupo consideramos estruturantes. A confiança será um ativo cada vez mais crítico.
3. O setor bancário não pode perder a oportunidade de liderar a utilização eficiente da tecnologia em benefício dos seus clientes, colaboradores e da sociedade. Para isso precisa do melhor talento.

4. INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL.

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