O comandante Paulo Santos alertou esta segunda-feira, em declarações à ‘CNN Portugal’ que as populações, sobretudo as que foram deslocadas devido às cheias que afetaram a região Centro, têm de ser manter “alerta” porque o perigo ainda não passou, apesar da melhoria do estado do tempo.
Em causa, apontou o responsável dos bombeiros, está o “perigo real” de derrocadas em edifícios afetados pela fúria das águas. “Mantêm-se muitos dos riscos que as populações enfrentaram nos últimos dias. Desde logo, o perigo de derrocadas, deslizamentos de terras, é um perigo real. Temos nas áreas rurais, sobretudo na zona do Oeste, uma grande área onde os terrenos começaram a deslizar, temos nas zonas urbanas muitos edifícios afetados não só pelo vento, mas também pela precipitação intensa”, apontou o responsável.
“Os próximos dias serão de muito trabalho para as autoridades, de muita preocupação para a população: Recordo que na zona Centro do país foi completamente arrasada, há ainda muitas casas sem telhado, muitas empresas fechadas, na zona da bacia do Tejo, as populações que vão regressar a casa vão encontrar muitas coisas destruídas e vão precisar de muito apoio”, salientou Paulo Santos.
“Desde a primeira hora que os bombeiros estão com a população e acredito que nos próximos dias, meses ou anos vão continuar a apoiar a realidade destas populações”. explicou.
Mas são as derrocadas que mais preocupam as autoridades nesta altura. “As malhas urbanas afetadas pelas inundações são geralmente antigas, portanto há sempre o perigo de os edifícios poderem ter deficiências estruturais e haver derrocadas”, referiu o comandante.
“Nos últimos dias, temos tido dezenas de derrocadas de edifícios, que sofreram pelo vento ou pela água: Há aqui um risco real para as pessoas. Quando chegarem a casa devem fazer uma avaliação concreta sobre se existem condições de habitabilidade e em caso de dúvida, contactarem os serviços municipais de Proteção Civil”, alertou o responsável.
Assim, devem estar atentos a se “saíram pedaços da parede, se houve danos significativos na energia elétrica, se saíram pedras do sítio, se as paredes estão rachadas, devem ficar alerta e contactar os serviços municipais da Proteção Civil”, concluiu.













