“Construir o futuro das empresas exige equipas onde a idade não separa, mas soma valor”, garante Lúcia Pereira da Adecco

A diversidade no local de trabalho deixou de se limitar ao género, à origem ou à formação académica e passou a incluir, de forma crescente, a dimensão geracional.

André Manuel Mendes

A diversidade no local de trabalho deixou de se limitar ao género, à origem ou à formação académica e passou a incluir, de forma crescente, a dimensão geracional.

Com Baby Boomers, Geração X, Millennials e Geração Z a partilharem o mesmo espaço profissional, as organizações enfrentam hoje o desafio de integrar diferentes formas de trabalhar, comunicar e liderar, transformando essa pluralidade numa vantagem competitiva.



Para a Lúcia Pereira, Diretora de Marketing da Adecco Portugal, “reconhecer e gerir esta diversidade é essencial para criar equipas mais equilibradas, produtivas e motivadas. Ignorar as diferenças entre gerações pode gerar ruído, choques de expectativas e desmotivação. Mas, quando bem gerida, esta coexistência traduz-se numa alavanca poderosa para os resultados das empresas — porque junta a experiência de quem viu o mercado transformar-se com a agilidade de quem já nasceu num mundo digital.”

Cada geração aporta competências e perspetivas distintas ao ambiente de trabalho. Os Baby Boomers destacam-se pela ética de trabalho, compromisso e conhecimento acumulado; a Geração X valoriza a autonomia e a estabilidade, aliando pragmatismo e responsabilidade; os Millennials procuram flexibilidade, propósito e equilíbrio entre vida pessoal e profissional; enquanto a Geração Z, nativa digital, se caracteriza pela rapidez, criatividade e elevada capacidade de adaptação, sendo também mais exigente em termos de feedback e segurança.

Para a responsável da Adecco, a gestão eficaz desta diversidade passa pela criação de culturas organizacionais assentes na empatia e na aprendizagem mútua. Iniciativas como programas de mentoria cruzada, comunicação ajustada a diferentes perfis ou espaços de partilha intergeracional são, segundo Lúcia Pereira, ferramentas concretas para reforçar a colaboração, aumentar a motivação e fidelizar talento.

A diversidade geracional manifesta-se nas rotinas do dia a dia, desde os canais de comunicação preferidos aos estilos de liderança ou às formas de reconhecimento mais valorizadas. Criar contextos em que todas as gerações se sintam ouvidas e respeitadas exige uma abordagem intencional, mas é considerada essencial para organizações que pretendem manter-se relevantes e ágeis.

Num contexto em que a inovação depende da capacidade de integrar diferentes perspetivas, a Adecco defende que a gestão multigeracional é mais do que uma questão de recursos humanos. “Construir o futuro das empresas exige equipas onde a idade não separa, mas soma valor”, conclui Lúcia Pereira.

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