Custos dos salários em Portugal crescem 4,7% em Portugal, acima da Zona Euro e UE

Os custos salariais por hora de trabalho aumentaram significativamente em Portugal, superando a média registada na União Europeia (UE) e na Zona Euro no terceiro trimestre de 2025.

Pedro Gonçalves

Os custos salariais por hora de trabalho aumentaram significativamente em Portugal, superando a média registada na União Europeia (UE) e na Zona Euro no terceiro trimestre de 2025. Segundo dados divulgados esta quarta-feira pelo Eurostat, o custo horário com salários subiu 4,7% em Portugal, face ao mesmo período do ano anterior, enquanto a média da UE foi de 3,5% e na Zona Euro de 3,0%.

O Eurostat detalha que os custos do trabalho são compostos por salários e vencimentos e por componentes não salariais. Na Zona Euro, os salários por hora cresceram 3,0%, com os custos não salariais a subir 4,0%. Já na União Europeia, os salários aumentaram 3,5% e os custos não salariais 4,2%. Em Portugal, a subida global mais expressiva reflete a pressão inflacionista e os ajustes remuneratórios em vários setores.



Quando analisados por atividade económica, o terceiro trimestre de 2025 mostra que os custos horários na construção foram os que registaram maior aumento: +4,3% na Zona Euro e +4,7% na UE. Nos serviços, os aumentos foram de +3,2% na Zona Euro e +3,7% na UE, enquanto a indústria cresceu 3,3% e 3,7%, respetivamente.

No que se refere às atividades específicas com maiores aumentos na UE, o Eurostat indica que as atividades de serviços diversos registaram +4,5%, seguidas da construção (+4,3%) e das atividades profissionais, científicas e técnicas (+4,3%). A menor subida foi verificada no setor de eletricidade, gás, vapor e ar condicionado (+2,5%). Nos custos não salariais, os aumentos mais significativos foram na construção (+5,8%), em serviços diversos (+5,6%) e em atividades imobiliárias (+5,5%).

O Eurostat apresenta também a variação por país, com os maiores aumentos de custos horários totais registados em Bulgária (+12,4%), Lituânia (+9,7%), Croácia (+9,1%) e Hungria (+8,8%). Pelo contrário, os menores aumentos ocorreram em França (+1,3%), Eslovénia (+1,6%), Espanha (+2,0%), Áustria (+2,1%) e Itália (+2,4%), sendo que Malta registou mesmo uma diminuição de -1,4%.

O crescimento dos custos salariais em Portugal evidencia a pressão sobre as empresas para ajustarem os salários face à inflação e à concorrência europeia, tornando o país um dos que mais sente o impacto do aumento dos encargos laborais no contexto da União Europeia.

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