Wall Street fecha em baixa por pressão geopolítica e subida do preço do petróleo

A bolsa nova-iorquina encerrou hoje em baixa, sob a pressão constante dos desenvolvimentos do ataque israelo-norte-americano ao Irão e a subida acentuada as cotações do petróleo, que reaviva a receio de uma aceleração da inflação.

Executive Digest com Lusa

A bolsa nova-iorquina encerrou hoje em baixa, sob a pressão constante dos desenvolvimentos do ataque israelo-norte-americano ao Irão e a subida acentuada as cotações do petróleo, que reaviva a receio de uma aceleração da inflação.


Os resultados da sessão indicam que o índice seletivo Dow Jones Industrial Average recuou 1,56%, o tecnológico Nasdaq cedeu 1,78% e o alargado S&P500 perdeu 1,52%.


A praça bolsista “evolui claramente em função dos preços do petróleo e das inquietações persistentes com as perturbações energéticas”, comentou Angelo Kourkafas, da Edward Jones, em declarações à AFP.


Na sua opinião, “em relação aos últimos dias, os investidores estão agora menos convencidos de uma resolução rápida deste conflito seja possível”.


As cotações dos barris de petróleo subiram hoje mais de nove por cento e atingiram máximos desde o verão de 2022.

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Os investidores não ficaram tranquilizados pelos anúncios de uma disponibilização histórica de reservas estratégicas de petróleo por Estados membros da Agência Internacional de Energia, para atenuar a perda de milhões de barris todos os dias provenientes do Golfo Pérsico.


“Trata-se de um alívio temporário, mas provavelmente insuficiente para compensar a redução dos fluxos que passam pelo Estreito de Ormuz”, considerou Kourkafas.


O Irão prometeu hoje o prolongamento da sua resistência ao ataque israelo-norte-americano, o que visa desgastar esta coligação, e a manutenção do Estreito de Ormuz encerrado aos seus inimigos e respetivos aliados.

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Hoje foram realizados vários ataques a Estados do Golfo, incluindo a várias infraestruturas petrolíferas.


Isto “alimenta a volatilidade dos mercados, deixando pouca margem de manobra aos operadores financeiros”, estimou Jose Torres, da Interactive Brokers.


Se a guerra se prolongar, Angelo Kourkafas pensa que “os investidores devem rever as suas perspetivas de inflação e crescimento”.


Donald Trump disse hoje que era “muito mais importante” impedir o Irão de se dotar da arma nuclear do que se preocupar com os preços do petróleo.


E os militares norte-americanos “não estão capazes” de escoltar os petroleiros no Estreito de Ormuz, seguindo o secretário da Energia dos EUA, que admitiu que isso possa ser feito no final do mês.

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