Com a aproximação do novo ano, a NASA divulgou um conjunto de previsões científicas que têm gerado ampla discussão nas redes sociais — especialmente na plataforma X — e que apontam para eventuais efeitos “potencialmente perigosos” na península Ibérica ao longo de 2026. A advertência destaca dois fenómenos principais: um eclipse solar total que atravessará o território e a aproximação do asteroide 2024 YR4, classificado como objeto próximo da Terra (NEO).
Segundo as informações divulgadas e confirmadas pelo Instituto Geográfico Nacional de Espanha, o eclipse solar total ocorrerá em 12 de agosto de 2026 e atingirá em pleno a península Ibérica, atravessando-a de oeste para este. A faixa de totalidade passará por importantes capitais de província, desde A Corunha até Palma, incluindo Oviedo, León, Bilbao, Saragoça e Valência.
O fenómeno desperta enorme expectativa entre astrónomos profissionais, observatórios e entusiastas da astronomia, sobretudo porque será o primeiro eclipse total visível a partir da península em mais de um século. As redes sociais — especialmente X — já acumulam milhares de publicações sobre o tema, com especialistas e amadores a preparar observações e registos do acontecimento.
Para além do eclipse, a agência espacial norte-americana deixou outra nota de preocupação: a aproximação do asteroide 2024 YR4, classificado como NEO pelas autoridades científicas internacionais. Embora ainda não existam dados que indiquem um impacto direto na Terra, a comunidade científica internacional considera fundamental monitorizar a evolução da sua órbita.
Segundo o que foi avançado, está em curso o estudo de todas as trajetórias possíveis e a construção de cenários tanto a curto como a longo prazo. Mesmo sem risco iminente, a NASA reforça que a vigilância contínua é essencial, dada a natureza imprevisível deste tipo de corpo celeste.
Riscos associados incluem interferências tecnológicas e aumento de radiação
Apesar de descartar, para já, um impacto físico, a NASA salienta que a passagem do asteroide poderá ter efeitos “potencialmente perigosos”, incluindo:
- interferências com sistemas de navegação GPS,
- alterações no funcionamento de satélites,
- possíveis aumentos de radiação,
- perturbações no ambiente espacial da região.
A agência considera que estes fatores exigem preparação e atenção redobrada por parte dos países potencialmente afetados, incluindo os da península Ibérica. As autoridades científicas sublinham que os próximos meses serão cruciais para obter dados mais precisos e clarificar a verdadeira dimensão dos riscos.








