O Presidente da República, operado na segunda-feira a uma hérnia encarcerada, passou bem a noite e poderá ter alta esta quarta-feira, se tudo estiver a correr bem, segundo a presidente do Hospital de São João, no Porto.
“O senhor Presidente da República passou a noite muito bem, agora de manhã conversou connosco, está bem disposto, está a evoluir favoravelmente, de resto como era expectável e podemos dizer que está a decorrer um pós-operatório de uma forma tranquila, adequada”, informou a presidente da Unidade de Saúde Local São João (ULSSJ).
“É expectável que fique cá hoje e acreditamos que possa ter alta a curto prazo. Hoje ficará cá. Se tudo como tem estado a correr e estiver tudo bem, acreditamos que poderá ter alta amanhã [quarta-feira]. O senhor Presidente da República está perfeitamente tranquilo”, acrescentou.
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, foi admitido na passada segunda-feira à noite no Hospital de São João, no Porto, depois de se ter sentido indisposto, na sequência de uma paragem de digestão, indicou a Presidência da República.
Na página oficial na Internet, a Presidência da República explicou que o chefe de Estado sentiu-se indisposto “quando regressava de Amarante, das exéquias do Engenheiro António Mota”, em Amarante.
Na declaração à imprensa, cerca das 22 horas de segunda-feira, Maria João Baptista explicou que a decisão de se proceder a uma cirurgia decorreu ainda do facto de Marcelo Rebelo de Sousa “já ter sido submetido a uma cirurgia prévia por uma hérnia semelhante a este quadro que tem neste momento”.
De acordo com a representante, uma hérnia “corresponde a uma área da parede abdominal que é mais frágil e que permite que uma parte do intestino passe através dos tecidos”, comprometendo “a capacidade de irrigar os tecidos”.
Marcelo Rebelo de Sousa, 76 anos, presidiu durante a manhã de segunda-feira, na Praça dos Restauradores, em Lisboa, às comemorações de homenagem aos Heróis da Restauração e da Guerra da Aclamação, que celebra o restabelecimento da independência nacional em 1640, e seguiu depois para as cerimónias fúnebres do antigo presidente da Mota-Engil, António Mota.




