Após uma “reunião de crise” com as autoridades da Saxónia-Anhalt, na qual participou o presidente regional Reiner Haselhoff, e uma “conferência de emergência” de três horas para a qual foram convocados agentes da polícia, o presidente da Câmara de Magdeburgo anunciou na noite desta quarta-feira que tinha sido alcançado um acordo para permitir finalmente a abertura da feira de Natal.
“Não nos renderemos ao terror”, declarou autarca
As normas de segurança mais rigorosas, implementadas devido ao ataque do ano passado, em que foram mortas seis pessoas, impediram a câmara municipal de suportar os custos, e Simone Borris decidiu não assinar a autorização. A notícia do cancelamento da feira de Natal de Magdeburgo provocou uma onda de reações por toda a Alemanha, onde muitas outras feiras de Natal enfrentam a mesma situação, e um sentimento de derrota entre os residentes de Magdeburgo.
“Não podíamos deixar assim, por isso chegámos a um acordo para reforçar as medidas de segurança, juntamente com a Secretaria de Estado”, explicou Borris. “Foram acordadas várias medidas para minimizar os riscos e aumentar a segurança. E assim que estas medidas estiverem em vigor, o mercado poderá ser autorizado a reabrir”, afirmou.
Borris não esclareceu que medidas específicas seriam tomadas, nem forneceu uma estimativa de custos. Os novos requisitos incluíam controlos de acesso e barreiras certificadas capazes de suportar um impacto de 7,5 toneladas. Deficiências na proteção infantil também foram identificadas. A câmara municipal e a empresa Weihnachtsmarkt GmbH, organizadora do evento, foram apontadas como responsáveis, enquanto a Weihnachtsmarkt GmbH, por sua vez, responsabilizou a polícia e as autoridades pela prevenção do terrorismo e de massacres.
“Agora temos de trabalhar em turnos noturnos para garantir que os detalhes acordados são incorporados no plano de segurança, e uma inspeção policial no mercado está agendada para a próxima segunda-feira para verificar quaisquer ajustes necessários”, explicou Borris sobre os próximos passos. “A segurança é mais importante do que nunca. Temos de cumprir determinados padrões; devemos isso ao povo”, afirmou Thomas Pleye, presidente do Bureau de Gestão do Estado, a agência que considerou o plano de segurança apresentado pela empresa insuficiente.
Após o ataque do ano passado, a Câmara Municipal de Magdeburgo recebeu ampla assessoria sobre as medidas de segurança para o mercado de Natal e os fundamentos do plano de segurança foram revistos para a edição de 2025. Para cumprir as novas normas de proteção, por exemplo, foram instalados novos postes de segurança e investidos cerca de 250 mil euros na proteção das entradas.
“O nosso objetivo é manter o risco o mais baixo possível e a segurança o mais alta possível”, disse a presidente da autarquia, Borris, sem especificar de onde viriam os restantes fundos. “O meu agradecimento a todos os envolvidos que participaram direta e indiretamente nas discussões de hoje e que contribuíram para este resultado, graças ao qual esperamos que o mercado possa abrir as suas portas no dia 20 de novembro. Não nos renderemos ao terror”, acrescentou.
“Já tinha perdido a esperança, depois de todas as dificuldades. É por isso que esta última notícia é um grande alívio”, frisou Gerhard Strechtel, dono de uma banca no mercado de Natal.
“Já tinha perdido a esperança depois de todas as dificuldades. Por isso, esta última notícia é um grande alívio”, disse Gerhard Strechtel, funcionário de uma banca de salsichas já montada e pronta para abrir assim que receber a licença necessária. “Não sei o que pensar, porque se relaxarem as medidas de segurança para poderem suportar os custos, talvez as pessoas não se sintam tão seguras. Mas, mesmo assim, encorajo todos a desfrutarem da feira de Natal como todos os anos, para que não deixemos que esta ameaça acabe com o nosso modo de vida”, apontou um funcionário de um hotel situado no centro de Magdeburgo.














