Israel ordena evacuação de três aldeias do Líbano antes de bombardeamentos

Israel e o Hezbollah tinham acordado um cessar-fogo no Líbano, a ser supervisionado pelo Governo libanês, em vigor desde 27 de novembro de 2024, após uma escalada de bombardeamentos israelitas no final de setembro do ano passado

Executive Digest com Lusa

O exército israelita ordenou esta quinta-feira a retirada da população de três aldeias no sul do Líbano, advertindo que vai bombardear “num futuro próximo” infraestruturas do grupo xiita Hezbollah, anunciou o porta-voz das Forças Armadas de Israel, Avichay Adraee.

“Enviámos um aviso urgente aos residentes dos edifícios assinalados a vermelho nos mapas anexos e aos edifícios adjacentes nas seguintes aldeias: Mais al-Jabal, Kfar Tibnit e Dibbin”, referiu o porta-voz em língua árabe do exército israelita, citando uma nota informativa.

Segundo o porta-voz, o exército atacará estas áreas “num futuro próximo”, alegando que o grupo xiita libanês e pró-iraniano Hezbollah tenta “reconstruir a sua atividade” na zona.

“É obrigatório evacuar imediatamente estes edifícios e os adjacentes e afastar-se pelo menos 500 metros. Permanecer nos edifícios coloca a vida em risco”, advertiu o militar israelita.

Israel e o Hezbollah tinham acordado um cessar-fogo no Líbano, a ser supervisionado pelo Governo libanês, em vigor desde 27 de novembro de 2024, após uma escalada de bombardeamentos israelitas no final de setembro do ano passado.

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Apesar disso, Israel mantém cinco posições ocupadas em território libanês, a partir das quais diz monitorizar o cumprimento do cessar-fogo. Sob este pretexto, lança ataques frequentes contra o país vizinho.

Desde outubro de 2023, a fronteira entre os dois países tornou-se palco de trocas diárias de projéteis, depois de o grupo xiita ter começado a atacar Israel em solidariedade com a população de Gaza.

Quando o cessar-fogo entrou em vigor, mais de 3.800 pessoas tinham morrido no Líbano, a maioria, cerca de 3.100, em setembro, quando Israel intensificou os bombardeamentos. Do lado israelita, foram contabilizados 78 mortos na sequência do lançamento de projéteis por parte do Hezbollah.

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Desde o início do cessar-fogo no Líbano, Israel afirma ter morto mais de 240 “terroristas” (pessoas que associa ao Hezbollah) no país vizinho.

O Hezbollah faz parte do chamado “eixo de resistência” a Israel, liderado e financiado pelo Irão, que integra grupos extremistas como os palestinianos Hamas e Jihad Islâmica e os rebeldes huthis no Iémen.

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