Pessoas com deficiência denunciam barreiras no acesso ao crédito em Moçambique 

O Fórum das Associações Moçambicanas de Pessoas com Deficiência (Famod) denunciou hoje exclusão no acesso ao crédito bancário, emprego e transporte público, apontando preconceitos e falta de acessibilidade como barreiras persistentes à inclusão social.

Executive Digest com Lusa

O Fórum das Associações Moçambicanas de Pessoas com Deficiência (Famod) denunciou hoje exclusão no acesso ao crédito bancário, emprego e transporte público, apontando preconceitos e falta de acessibilidade como barreiras persistentes à inclusão social.


“Para dar crédito, nós primeiro olhamos para deficiência: ‘Isto aqui não vai conseguir pagar, porque não tem capacidades’. Pensa-se que nós não temos capacidades como pessoas com deficiência, mas nós somos iguais a muitos, só temos algumas limitações”, disse o presidente do Famod, Zeca Chaúque, citado hoje pela comunicação social.


Segundo o responsável, pessoas com deficiência continuam a enfrentar dificuldades no acesso ao emprego e a serviços financeiros, devido à perceção de que não possuem capacidade para desempenhar funções ou cumprir compromissos financeiros.


“Quando o empregador olha para pessoa com deficiência, só vê a dificuldade”, acrescentou.


Zeca Chaúque apontou também falhas de acessibilidade no transporte público, apesar da existência de legislação que prevê condições para a mobilidade de pessoas com deficiência.

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“Esses autocarros foram adquiridos depois da existência da lei. Mas se formos aos mesmos, para questões de acesso para pessoa que usa cadeira de rodas, é um problema”, concluiu o presidente do Fórum das Associações Moçambicanas de Pessoas com Deficiência.

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