Calor extremo pode ser perigoso: como saber se está a ter uma insolação e o que deve fazer

Idosos, crianças, doentes crónicos, gestantes e trabalhadores expostos ao ar livre estão entre os grupos que devem estar em alerta… mas ninguém está livre de sofrer uma insolação este verão

Francisco Laranjeira

Com a chegada desta onda de calor, todas as precauções são insuficientes para se proteger das temperaturas extremas, especialmente para os grupos mais vulneráveis, que estão mais propensos a sofrer insolações que podem até ser fatais.

Idosos, crianças, doentes crónicos, gestantes e trabalhadores expostos ao ar livre estão entre os grupos que devem estar em alerta, embora as autoridades estendam as recomendações a todos, pois ninguém está isento de sofrer uma insolação neste verão.



A insolação ocorre quando a temperatura corporal aumenta drasticamente devido à exposição prolongada ao sol ou à atividade física em ambientes muito quentes ou mal ventilados.

“Nas primeiras ondas de calor do verão, muitas pessoas ainda não enfrentaram temperaturas muito altas, os seus corpos ainda não se aclimataram e não incorporaram hábitos de autoproteção à rotina diária. Isso é o que a torna, principalmente, a mais agressiva e a que apresenta a maior taxa de mortalidade”, alerta Héctor Tejero, chefe do Observatório de Saúde e Mudanças Climáticas do Ministério da Saúde, em declarações ao jornal espanhol ‘El Confidencial’.

Por sua vez, a Sociedade Espanhola de Medicina de Família e Comunidade (semFYC) lembraou que o calor extremo pode causar sintomas perigosos, que muitas vezes são confundidos com doenças do dia a dia, como dores de cabeça, tonturas, fadiga e desidratação. Portanto, é importante prestar atenção especial a qualquer sintoma, por mais leve que seja, para que possa responder rapidamente.

Estes são os principais sintomas a ter em atenção neste verão para evitar a insolação, segundo a Cruz Vermelha :

– Sede intensa e boca seca.
– Temperatura corporal elevada: maior que 39º C (medida na axila).
– Sudorese excessiva.
– Sensação de calor sufocante.
– Pele seca.
– Exaustão extrema, cansaço ou fraqueza muscular.
– Tontura, desmaio ou vertigem.
– Cãibras musculares.
– Agitação e irritabilidade.

Sintomas digestivos: dor de estômago, perda de apetite, náuseas ou vómitos.
Dores de cabeça (frequentemente descritas como latejantes ou pressionantes).
Distúrbios neurológicos graves: confusão, desorientação, delírio, convulsões e até coma.

Se esses sintomas aparecerem, os especialistas recomendam procurar um local com sombra, refrescar-se e beber pequenas quantidades de água com frequência, mas se forem graves, como perda de consciência, procure ajuda médica imediatamente.

Para evitar esse problema, os especialistas recomendam manter-se constantemente hidratado, evitar a exposição direta ao sol entre 12h e 18h, vestir-se adequadamente com roupas leves, fazer pausas em locais frescos, evitar praticar desportos em horários de pico e ter extremo cuidado com a medicação, já que alguns medicamentos podem aumentar a suscetibilidade a altas temperaturas.

No caso de animais de estimação, também é importante evitar passeá-los em horas de calor, refrescar o ambiente, nunca deixá-los trancados no carro, ficar atento aos sinais de insolação e, caso ocorram, levá-los para um local fresco, humedecer o seu corpo com água fria e levá-los com urgência ao veterinário.

Como agir em caso de insolação

Em caso de insolação, o mais importante é agir rapidamente para tentar baixar a temperatura corporal e procurar ajuda médica, de acordo com a Cruz Vermelha, que oferece uma série de orientações:

– Leve a pessoa afetada para o local mais fresco possível, de preferência com sombra e ventilado.
– abra ou remova as roupas.
– tente baixar a temperatura corporal aplicando compressas frias ou panos húmidos diretamente. Pode também mergulhar a vítima em água fria ou morna, mas lembre-se de que a exposição muito rápida e excessiva ao frio pode contrair os vasos sanguíneos da pele e estimular o aparecimento de tremores, o que pode atrasar o arrefecimento.
– se ele estiver consciente e conseguir engolir, ofereça-lhe água fria (ou até mesmo água com uma colher de chá de sal).
– medicamentos antitérmicos (como paracetamol ou ibuprofeno) não devem ser administrados, pois podem ser prejudiciais.
– não esfregue álcool na pele.

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