O mês de maio ficou 1,4 graus Celsius acima dos níveis médios pré-industriais, o que o tornou o segundo mais quente desde que há registos, de acordo com a atualização mensal da agência de monitorização climática Copernicus da União Europeia, publicada esta quarta-feira.
A boa notícia, referiu o jornal ‘POLITICO’, é que isso “interrompe uma sequência sem precedentes de meses com temperaturas acima de 1,5°C acima da era pré-industrial”, referiu Carlo Buontempo, diretor do Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus. Mas a má notícia é que “embora isso possa oferecer um breve alívio para o planeta, esperamos que o limite de 1,5°C seja excedido novamente num futuro próximo devido ao aquecimento contínuo do sistema climático”, acrescentou.
O órgão científico também afirmou que o noroeste da Europa passou por uma “primavera excecionalmente seca”, apontando que partes da região registaram “os menores níveis de precipitação e humidade do solo desde pelo menos 1979”, o que levou ao “menor fluxo fluvial de primavera em toda a Europa desde o início dos registros em 1992”.
O aumento da temperatura global é principalmente resultado da queima contínua de combustíveis fósseis, como carvão, petróleo e gás natural. No entanto, segundo o Acordo Climático de Paris, adotado em 2015, os países comprometeram-se a tentar limitar o aquecimento global a menos de 2°C e, idealmente, a menos de 1,5°C em comparação com os níveis pré-industriais.
A própria UE também concordou em reduzir as suas emissões de gases de efeito estufa sob o Acordo Verde e atingir a neutralidade climática até meados do século.














