Um vídeo gerado por inteligência artificial que mostra Jesus Cristo a agredir Donald Trump está a gerar polémica nas redes sociais, depois de ter sido divulgado pela embaixada do Irão no Tajiquistão, escreve o ‘The Hill’.
O vídeo, publicado na rede social X, mostra uma figura de Cristo a surgir no céu e a dirigir-se ao presidente americano, acabando por o atingir violentamente antes de o lançar num cenário de queda. A gravação inclui ainda uma reprodução de uma publicação original de Trump na sua própria rede social, Truth Social, que terá servido de base para a montagem.
— Iran Embassy in Tajikistan (@IRANinTJ) April 14, 2026
A mensagem sonora que acompanha as imagens inclui frases como “a tua hora chegou”, numa encenação que rapidamente se tornou viral e alimentou a tensão política já existente entre o Irão e os Estados Unidos.
Esta não é uma ação isolada. Segundo o ‘The Hill’, várias representações diplomáticas iranianas têm vindo a divulgar conteúdos semelhantes, recorrendo a inteligência artificial para satirizar figuras como Donald Trump e o primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu, no contexto do conflito entre o Irão e os Estados Unidos e Israel.
A ofensiva digital inclui também vídeos produzidos por empresas ligadas ao regime iraniano, que retratam líderes políticos em formatos caricaturais, procurando influenciar a opinião pública global e reforçar a narrativa do país no cenário internacional.
Do outro lado, a administração Trump tem igualmente recorrido a conteúdos virais nas redes sociais, incluindo referências a videojogos e cultura pop, como forma de comunicar e responder à propaganda adversária.
O episódio surge poucos dias depois de uma publicação controversa de Trump, entretanto apagada, que o retratava numa imagem de inspiração religiosa, onde surgia com uma figura semelhante a um curandeiro. A imagem gerou críticas, incluindo entre apoiantes conservadores e religiosos, que a consideraram ofensiva.
Confrontado com a polémica, Trump desvalorizou o episódio, afirmando que interpretava a imagem como uma representação médica. Já o vice-presidente JD Vance classificou a publicação como uma “piada”, admitindo, no entanto, que foi retirada por não ter sido bem compreendida.
O caso ilustra a crescente utilização da inteligência artificial como arma de comunicação política, num cenário em que a guerra de narrativas se estende cada vez mais ao espaço digital e às redes sociais.






