Este mapa mostra os países mais perigosos do mundo em 2025. Saiba quais deve evitar

O mapa utiliza um sistema de cores para assinalar o grau de perigosidade, variando desde o nível mais seguro (azul, sem restrições específicas) até ao mais extremo (preto, viagem desaconselhada sob qualquer circunstância).

Pedro Gonçalves

Um novo mapa interativo da perigosidade mundial para 2025, construído segundo as diretrizes e conselhos do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Espanha, está a dar que falar nas redes sociais. Este mapa, elaborado pelo jornal espanhol ABC, e que se baseia nas recomendações de viagem atualizadas continuamente por este ministério, estabelece diferentes níveis de risco por país e constitui uma ferramenta essencial para quem planeia deslocações ao estrangeiro.

O mapa utiliza um sistema de cores para assinalar o grau de perigosidade, variando desde o nível mais seguro (azul, sem restrições específicas) até ao mais extremo (preto, viagem desaconselhada sob qualquer circunstância). A categorização baseia-se nas atualizações regulares das autoridades espanholas, que avaliam a situação política, social e de segurança em cada país.

Veja o mapa abaixo e os países em cada nível de perigo

Nível máximo de perigo: 12 países marcados a preto
O nível mais grave é representado a preto e indica países onde o Ministério dos Negócios Estrangeiros desaconselha a viagem sob qualquer pretexto, recomendando ainda que os cidadãos espanhóis que se encontrem nesses territórios os abandonem de imediato. Em 2024, Sudão, Sudão do Sul e Papua-Nova Guiné foram incluídos nesta categoria, onde permanecem em 2025. Não houve alterações este ano.

Os 12 países classificados com este nível de alerta são:

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  • Afeganistão
  • Síria
  • Iémen
  • Palestina (devido aos ataques na Faixa de Gaza)
  • Ucrânia (em guerra desde a invasão russa em 2022)
  • Eritreia
  • Somália
  • República Centro-Africana
  • Sudão
  • Sudão do Sul
  • Haiti
  • Papua-Nova Guiné (por elevados níveis de criminalidade)

Israel, que em 2024 fazia parte desta categoria, foi reclassificado para um nível menor de perigosidade, mas ainda assim continua a constar noutra categoria menos ‘grave’.

Vermelho: desaconselhado, exceto em caso de extrema necessidade
Quinze países estão assinalados a vermelho, o que indica que a viagem só deve ocorrer em casos de absoluta necessidade. Todos se localizam na Ásia e em África. Este ano, o Paquistão foi promovido a este nível de alerta devido ao agravamento do conflito com a Índia na região da Caxemira. Por sua vez, o Burundi saiu desta lista após melhorias na segurança.

Entre os países neste grupo estão:

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  • Paquistão
  • Irão
  • Iraque
  • Coreia do Norte
  • Nigéria
  • E outros países africanos com situações de insegurança crónica.

Castanho: extrema precaução, com zonas a evitar
O nível castanho engloba 25 países onde é recomendada extrema precaução e se aconselha evitar determinadas regiões. América Latina, África e Ásia dominam esta categoria.

No continente americano, figuram México, Nicaragua, Honduras, Venezuela e Guatemala, todos devido à incapacidade dos governos em garantir a segurança em certas áreas. El Salvador, que em 2024 abandonou esta lista, permanece fora graças à significativa redução da criminalidade.

Na Ásia, Israel e Turquia mantêm-se neste grupo devido à ameaça terrorista. Já Paquistão, que no ano passado integrava esta categoria, subiu para a lista vermelha.

Em África, juntam-se agora ao grupo Burundi, Etiópia, Madagáscar, Moçambique e República do Congo. Saíram da lista Egito, Argélia, Gana e Zimbabué, em resultado de melhorias na segurança.

Laranja: precaução com zonas específicas a evitar
Esta categoria, que engloba 61 países, é a mais numerosa e variada. Aqui, o risco não é nacional, mas localizado em áreas específicas. A Rússia, por exemplo, está incluída devido à guerra junto à fronteira com a Ucrânia e aos conflitos no Cáucaso.

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Vários países da América do Sul integram esta categoria por causa da criminalidade urbana, como Argentina, Brasil, Colômbia, Peru e Equador. Chile juntou-se à lista no ano passado após uma deterioração significativa da sua situação de segurança.

Também há presença europeia nesta categoria, incluindo:

  • Bielorrússia
  • Sérvia
  • Bósnia e Herzegovina
  • Moldávia
  • Geórgia
  • Arménia
  • Azerbaijão

Destacam-se, por exemplo, as regiões fronteiriças entre Azerbaijão e Arménia, recentemente afetadas por conflito armado; em Geórgia, Abecásia e Ossétia do Sul continuam fora do controlo do governo central; e na Moldávia, a Transnístria é considerada uma zona de tensão. A Sérvia é considerada globalmente segura, mas recomenda-se precaução especial na província do Kosovo.

Âmbar: viajar com extrema precaução
Cinco países estão identificados com a cor âmbar, o que significa que se deve viajar com extrema precaução. Estas nações enfrentam insegurança generalizada, mas sem zonas específicas a evitar de forma absoluta. Entre eles estão a República Dominicana e o Nepal.

Amarelo: viajar com precaução
Vinte e oito países estão assinalados a amarelo. Aqui, os motivos de alerta variam, podendo ser de ordem política ou de segurança. Bolívia e Uruguai constam devido a preocupações de segurança. Já em Cuba e na China, o alerta é de natureza política, motivado por restrições às liberdades civis. Estão também representados países europeus como Albânia e Montenegro.

Azul: sem restrições específicas
Por fim, 52 países são considerados seguros, sem restrições de viagem. Este grupo inclui toda a União Europeia, bem como Portugal, Itália, Alemanha, Reino Unido, Países Baixos, Bélgica, Coreia do Sul, Japão, Canadá, Estados Unidos e Austrália, entre outros.

Apesar de não apresentarem riscos elevados, o Ministério espanhol adverte para a necessidade de precaução, especialmente em grandes cidades e zonas turísticas. Aconselha-se especial cuidado nas periferias urbanas de cidades como Paris, Marselha, Lyon, Nova Iorque ou Los Angeles.

O Ministério reforça ainda que “neste momento, nenhuma região do mundo e nenhum país estão completamente a salvo de possíveis atos terroristas”.

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