Em apenas um semestre, a entrada de imigrantes em Portugal caiu 59%: segundo o Governo, este é reflexo do fim das manifestações de interesse, regime que permitiu a entrada de imigrantes como turistas para depois regularizarem a situação – agora a entrada está restrita a cidadãos estrangeiros com visto. “A imigração estava descontrolada”, reconheceu António Leitão Amaro, esta terça-feira, durante o anúncio do balanço da medida e anunciar novas medidas para regular a imigração.
“Verificou-se que o fluxo de entrada de cidadãos estrangeiros que tinham em vista a obtenção de uma autorização de residências passou de 156.951 no 1º semestre de 2024 para 64.848 no 2º semestre de 2024”, referiu o relatório do Governo, que explicou que “o fluxo de entradas corresponde à soma dos registos de manifestações de interesse no período em análise com o total de vistos de procura de trabalho e vistos de residência de todas as tipologias”.
Desde 2017, apontou o relatório – ano em que começaram as manifestações de interesse -, entraram 421.785 imigrantes, que subiu no ano seguinte para 480.639: desde então, só tem aumentado. “Quando a lei mudou em 2017, decisão do Partido Socialista (PS) e partidos de esquerda, os imigrantes em Portugal eram pouco mais de 400 mil. Em sete anos o número quadriplicou. Ou seja, nestes sete anos, a proporção de estrangeiros residentes em Portugal passou de 4% para 15% da totalidade da população, tal como vínhamos alertando há algum tempo”, acusou Leitão Amaro. “Esta foi uma mudança muito grande e rápida. Esta foi, não há dúvidas, a maior alteração demográfica que assistimos na nossa democracia e provavelmente nas nossas vidas.”
Atualmente, possuem título de residência 1.546.521 imigrantes, número que deve chegar a 1,6 milhões nos próximos meses. “Aquele Governo socialista escancarou a porta, não preparou os serviços públicos para este aumento e deixou acumular centenas de milhares de processos pendentes, colocando em causa a integração de quem chegava. De novo, foi uma irresponsabilidade e uma desumanidade”, acusou o ministro.




