A Direção do Sindicato dos Enfermeiros (SE) apresentou esta sexta-feira a sua demissão “com efeitos imediatos”.
Em comunicado, os responsáveis indicaram que a “dinâmica e revitalização do Sindicato dos Enfermeiros tem incomodado. E, fruto disso, o ambiente dentro do sindicato deteriorou-se profundamente”. “A direção tem sido alvo de difamações graves, ataques internos orquestrados e tentativas reiteradas de bloqueio às decisões essenciais para o bom funcionamento desta estrutura sindical. O clima tornou-se tóxico, e muitos dos nossos esforços foram minados por forças internas com motivações alheias”, apontou a direção.
“A mais recente onda de insinuações, assalto às instalações do SE e tentativa de instrumentalização mediática, demonstram um claro intuito de prejudicar esta direção em vésperas de um processo eleitoral. Infelizmente, há quem entenda que o sindicato deve servir os seus interesses pessoais e não os dos associados”, acusou a direção, pelo que decidiu “apresentar a nossa demissão com efeitos imediatos. Não compactuamos com jogos de bastidores, mentiras ou campanhas difamatórias. Nem trabalhamos em ambientes que colocam em causa o nosso bem-estar e a nossa dignidade pessoal e profissional, com meros intuitos eleitoralistas”.
No comunicado, o Sindicato de Enfermeiros relembrou ainda o caminho percorrido na valorização da profissão: “Regularizar a situação financeira do sindicato, que no início do mandato se encontrava fragilizada; revitalizar a imagem e a comunicação do sindicato, criando canais mais próximos dos sócios, um novo site, uma app, entre outros; renovar os espaços do sindicato, tornando digno para eventos, formações e assembleias; dinamizar um centro de formação, que hoje forma e informa centenas de enfermeiros; reforçar a representatividade e a equidade entre os diferentes setores da profissão, conseguimos a aproximação dos direitos dos enfermeiros, independentemente do vínculo, a valorização da tabela salarial de enfermagem com o último decreto-lei; negociámos acordos com o Setor Público, privado e Social que visam contribuir definitivamente para a valorização da nossa carreira e profissão; diminuímos as assimetrias face às alterações legislativas, permitindo que problemas com décadas possam estar resolvidos e outros em processo de resolução; criámos a maior petição do SE, na área da saúde, que defendeu o reconhecimento da profissão de enfermeiro como de alto risco e desgaste rápido, com quase 32 mil assinaturas; iniciámos o acordo coletivo de trabalho, uma necessidade para a profissão, foi finalmente reconhecida a sua importância e, caso não tivesse acontecido a queda do Governo, estaríamos hoje em negociações”.








